Segunda edição do Mozkids Talents

23 concorrentes seguem em frente no Mozkids Talents

De um total de 76 crianças confirmadas para actuarem nesta segunda edição do Mozkids Talents, na primeira gala, realizada este sábado, entre às 11 e 13 horas, subiram ao palco do Cine Scala, na cidade de Maputo, 34. A questão é simples. À imagem da primeira edição, a organização, por questões logísticas, decidiu não colocar tantos petizes a partilhar os mesmos bastidores.

Assim, na gala inaugural do concurso infantil realizado pela Stv em parceria com a Dstv, Gotv e Movitel, divertiram-se, mostrando o talento que têm 34 concorrentes, no entanto, como é de um concurso que se trata, conseguiram garantir o apuramento para a fase seguinte 23 crianças. Com a excepção da categoria Instrumentos Musicais, com três concorrentes apurados, todas as outras, designadamente, Canto, Dança, Teatro e Poesia, têm cinco.

A concorrente que teve a oportunidade de inaugurar a segunda edição do Mozkids Talents foi Délfia Vanda, menina que declamou o poema “Xigubo”, da autoria de José Craveirinha. Na sua actuação, a pequena declamadora conciliou recital de poesia com alguns passos coreográficos que logo à partida tiveram impacto no Scala. Depois, seguiu-se uma outra grande actuação. Desta vez, de Tiago Manhiça, menino que já aprendeu a compor seus próprios textos. A esta fase do Mozkids Talents, Manhiça chegou depois de ter declamado o poema “Kapulana”, por ele escrito. Na gala inaugural, o concorrente de Poesia deixou os tecidos de lado e foi inspirar-se numa tragédia que assolou vários moçambicanos no Centro do país. Manhiça declamou “Idai”, trajado de roupa rota, como quem sugerisse que ficou sem nada devido àquela calamidade. Mais uma vez, do lado do auditório surgiram palmas e o Tiago saiu do palco com sensação de dever cumprido. Se a primeira concorrente de Poesia escolheu o autor importante da literatura moçambicana, a penúltima não foi diferente. Elisa Senguele escolheu “É preciso plantar”, de Marcelino dos Santos.

A segunda categoria disputada na primeira gala foi a de Instrumentos Musicais. Destemido ou pelo menos aparentemente à vontade, Stefanny Alexandre recorreu aos teclados para tocar “Marshmello”. A actuação foi muito consistente, mas, se calhar porque o tema não é assim tão popular, os aplausos não foram ensurdecedores. O mesmo não se pode dizer da segunda actuação. Shanikwa Apolinário tocou um tema muito conhecido no Sul do país, principalmente para os que frequentam igrejas ou velórios: “Tsovelo”. Então, enquanto a menina tocava o seu teclado, em coro o público, acompanhando-a do princípio até ao fim. Momento único no Scala. Os pais e encarregados de educação esqueceram-se que aquela era uma adversária dos filhos e sujeitaram a gozar o momento. O cenário quase que se repetiu quando Kiyone Roseley, menina que diz ter um talento forte, interpretou o tema “Elisa”, o clássico da Orquestra Djambo. No caso, através do seu violino.

A seguir à categoria de Instrumentos Musicais, seguiu-se a de Canto. Nesta, 11 concorrentes disputaram cinco vagas. E o grande destaque da manhã foi para Aleixo Chavate, que interpretou “Chega dos casamentos prematuros”, tema da autoria de Justino Ubakka. Vestido a gentleman, Chavate cantou com confiança que lhe value muitos sorrisos do público. Se Aleixo convenceu o auditório em geral, Yasmim Fakir deixou a mãe orgulhosa, convencida de ter tomado decisão acertada ao inscrever a filha no concurso. Por isso, Juju, mãe da pequena Yasmim, espera que a filha assimile nesta edição do programa infantil os conhecimentos importantes para sua formação no futuro.

Ouvidos os potenciais cantores, seguiu-se a categoria mais bem disputada, a de Teatro. Sempre em duplas, os meninos interpretaram o quotidiano dos moçambicanos, entre o sarcasmo e a denúncia de casos graves que se passam nas famílias. As crianças ridicularizam os adultos, expondo os seus males, as suas arrogâncias como que a sugerir um reparo de comportamentos. Por isso mesmo, todas as cinco duplas foram apuradas pelo júri, o que significa que ninguém ficou para trás.

A categoria de Dança ficou para o fim. E, nesta, entre alguns bons dançarinos, revelou-se um fenómeno. Seu nome? Elton Macuácua. Deve ter ficado no palco mais ou menos quatro minutos. E foi incrível. Movimentos coordenados, complexos, forma física invejável, sintonia, enfim, o “Macuacuinha” dançou como poucos concorrentes o fizeram no palco Scala, mesmo a contar com os da primeira edição. A manter a performance, há-de dos grandes favoritos da categoria de Dança nesta edição.

Portanto, fazendo balanço da gala inaugural, os membros do júri (Maria Helena Pinto, Dadivo José e Dudas Alled) mostraram-se satisfeitos pelo facto de as crianças, em geral, terem-se preocupado em levar ao palco do Scala propostas que combinam com a faixa etária em que se encontram. Para o júri, os concorrentes de Poesia, de alguns de Canto e sobretudo de Teatro, levaram à primeira gala temas educativos e construtivos. No próximo sábado, às 10h30, no Scala, o júri, como se tem dito, querem mais do mesmo.

Os concorrentes apurados

Dos 34 concorrentes que se apresentaram no Cine Scala foram apurados os seguintes: Tiago Manhiça, Délfia Vanda, Carla José, Elisa Senguele, Shantel Macuvel (Poesia); Stefanny Alexandre, Shanikwa Apolinário e Kiyone Roseley (Instrumentos Musicais); Aleixo Chavate, Júlcia Nhavene, Rindzela Carmen, Maida Horácio, Yasmim Fakir (Canto); Nicole Mucambe e Gina Lichavão, Tamirys Chiluvane e Toyvo Chiluvane, Jéssica Abílio e Joaquina, Sinezia Sataca, Yunat Dengo e Charlise Kan (Teatro) e Elton Macuácua, Margarida e Chiomara, Naima Carimo e Nazira Carimo, Alysha Francisco, Alfredo Nhancupe (Dança).

 

 

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