Governo anuncia subsídio a jovens militares e a profissionais de saúde em acções contra COVID-19

Governo anuncia subsídio a jovens militares e a profissionais de saúde em acções contra COVID-19

Os jovens militares afectos às operações de combate aos ataques armados em Manica e Sofala, assim como ao terrorismo em Cabo Delgado, terão subsídio pela sua entrega à causa da Nação, segundo o Presidente da República.

Filipe Nyusi disse ainda que outra subvenção será atribuída aos profissionais de saúde na linha da frente de prevenção e combate ao novo Coronavírus.

A informação foi tornada pública esta terça-feira, a partir de Mueda, em Cabo Delgado, onde o Chefe de Estado orientou as cerimónias centrais do Dia do Massacre de Mueda. Filipe Nyusi não deu pormenores sobre os subsídios a que se referiu.

Para “esses jovens, que atravessam as matas todas desta província [Cabo Delgado], alguns em Sofala e Manica igualmente, o Governo vai ter consideração pelo sacrifício, olhando pelos tempos que eles passam, com muitas dificuldades longe das famílias. Vamos reconsiderar o subsídio de empenhamento que eles muito bem merecem e temos a consciência de que não será tudo, porque o sacrifício desses jovens não se paga com dinheiro ou com algum recurso. Mas o Governo e o povo moçambicano reconhecem esses jovens”, explicar o Presidente da República.  

Num outro desenvolvimento, Filipe Nyusi falou de mais um subsídio, para os profissionais de saúde envolvidos em acções de prevenção e combate à doença que desde Dezembro do ano passado contaminou mais de oito milhões de pessoas no mundo.

De acordo com Nyusi, o Executivo irá, brevemente, decidir sobre a atribuição do “subsídio de risco” a esses profissionais.

Segundo explicou o Chefe de Estado, “vê-se claramente, a partir desta província [Cabo Delgado], os enfermeiros, os médicos, agora na província de Nampula, médicos, enfermeiros, socorristas estão muito empenhados”, na resposta à COVID-19.

Durante essa missão, eles, “têm estado a contrair e a ser afectados por esta pandemia [COVID-19]. Por isso, o Governo terá que fazer, excepcionalmente, uma assistência especial a este grupo de moçambicanos”, afirmou Nyusi.

Na ocasião, o Presidente da República não se esqueceu do Dia da Criança Africana, tendo sublinhando que “as crianças devem ser educadas com carinho e amor”.
 
África tem uma população maioritariamente jovem, daí que “é imperioso que os seus governos invistam na criança e na juventude”, de forma “abrangente”.

O Governo continuará a combater as práticas nocivas que colocam em causa o desenvolvimento e bem-estar dos petizes, sobretudo contra a miséria e o analfabetismo, disse Nyusi, prometendo igualmente continuar “a privilegiar políticas para uma infância condigna” e que promova a educação para todas as crianças.

Sobre o Metical, Nyusi considerou que, apesar de vários condicionalismos, “a nossa moeda mantém firme a nossa identidade financeira e contribui para a valorização da ecomimia”.

Contudo, é necessário trabalhar mais para que a moeda nacional se fortaleça, recomendou Nyusi.


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