Governo apoia deslocados da tensão política em Gondola

Governo apoia deslocados da tensão política em Gondola

As cerca de 200 pessoas que perfazem 29 famílias deslocadas da região de Mucorodzi para vila de Gondola e sede do posto Administrativo de Cafumpe devido aos ataques armados já recebem apoios do governo através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

Pouco tempo depois de a nossa reportagem ter veiculado a informação de que já há deslocados no distrito de Gondola devido aos ataques armados, os quais estavam a passar por situação de fome, eis que o governo através do INGC começou a princípio da noite desta segunda-feira a prestar apoio às vítimas que deixaram tudo para trás, com vista a protecção do seu maior direito: a vida.

O delegado do INGC em Manica disse ao “O País” que os apoios contemplam uma mistura de bens de abrigo, com destaque para mantas, baldes e material de higienização.

“Já na componente de ração alimentar temos arroz, farinha, feijão, sardinhas”, disse Augusto Alexandre, para quem a ração alimentar ora proporcionada às famílias é suficiente para suportar os próximos trinta dias.

Etelvina Ambasse, administradora do distrito Gondola que atribui os ataques à Renamo condena a atitude daquele partido, sobretudo numa altura em que há avanços do processo de Desarmamento, Desmilitarização e Reintegração dos seus homens.

“Repudiamos essas acções dos homens da Renamo visto que o DDR está numa fase muito avançada, não sabemos porque continuam a perpetuar os ataques armados em Gondola. Eles procuram a todo custo anular os esforços do presidente Filipe Nyusi de manter a paz efectiva no país e em particular no nosso distrito de Gondola”, lamentou a governante, para quem a Renamo deve imediatamente abster-se deste tipo de comportamento.

Entretanto, as vítimas dos ataques armados agradecem o gesto do governo em providenciar alimentos e dizem que o seu regresso às zonas de origem só poderá ocorrer com o calar das armas.

“Ficamos muito felizes em saber que temos um governo que nos protege, não esperávamos que teríamos esses apoios”, disse Minória Saene, uma das deslocadas que se encontra no centro de acomodação de Cafumpe.

 

 


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