Idai e COVID-19 condicionam fomento pesqueiro em Sofala

Idai e COVID-19 condicionam fomento pesqueiro em Sofala

O projecto de produção e comercialização de tilápia em tanques de terra ou flutuantes, em curso no distrito de Dondo, em Sofala, que deveria produzir até finais deste ano cerca de 65 toneladas de peixe, parte deles a serem exportados para os países da região de África Austral esta comprometido por causa do Idai e o novo coronavírus.

O projecto arrancou em meados de 2018 na região de vale de Mandruze, no distrito de Dondo, mas o ciclone Idai que afectou duramente a província de Sofala, comprometeu o rápido desenvolvimento do mesmo, tendo na altura destruído 56 tanques, e quando tudo regressava aos caris, eis que surge o novo coronavírus e no âmbito de implementação do distanciamento social, o número de trabalhadores foi reduzido, e face a isso até agora foram concluídos apenas 47 tanques.  

“Se não tivéssemos o constrangimento do ciclone Idai em Março do ano passado que destruiu 56 tanques e este ano por causa do novo Coronavírus, que condiciona a presença dos trabalhadores nos seus postos de trabalho, já teríamos neste momento 100 tanques e as nossas projecções indicavam para a produção até finais deste ano de cerca de 65 toneladas de peixe. Infelizmente temos apenas neste momento 47 tanques e nem metade da produção prevista será alcançada. O desafio é continuar a trabalhar. Ultrapassaremos esta crise”, indicou Domingos Chirassícua, representante dos piscicultores.  

Os peixes que estão a ser produzidos serão comercializados na zona centro do país e nos vizinhos Zimbabwe, Malawi e Zâmbia. O projecto enquadra-se na iniciativa do governo, no fomento pesqueiro e já foram investidos cerca de 12 milhões de meticais dos 27 previstos. A Ministra de pesca que visitou o projecto no último fim-de-semana, garantiu que o governo irá continuar a encorajar os piscicultores a aderirem em massa a esta produção em aquacultura.

O projecto de fomento pesqueiro em Sofala, vem, por outro lado, em resposta a emergência depois do ciclone Idai.

“Foram destruídos 56 gaiolas flutuantes que já existiam neste vale, deixando cerca 100 piscicultores numa situação difícil. E é por esta e outras razões que continuamos no terreno a discutir com os operadores, com aqueles que produzem a ração dos alevinos para ver como é que como sector podemos intervir e melhorar a qualidade da ração e alvinos, pois estas são os alicerces para que definitivamente possamos alavancar o sector", afirmou a Ministra de Pesca.
 

 


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