
... o académico moçambicano Cláudio Dimande disse que o momento é oportuno para a criação de um mecanismo que poderá adoptar o nome de Fundo Soberano, Social ou de Investimento.
Investigadores da área de recursos minerais e energéticos defendem que o estado moçambicano deve criar um fundo, alimentado pelas receitas pagas pelas empresas do sector, visando financiar áreas prioritárias, nomeadamente, agricultura, educação e construção de estradas.
A ideia foi apresentada na III conferência do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), que decorreu esta semana na cidade de Maputo, com foco na acumulação e transformação da riqueza num contexto de crise internacional.
Num painel sobre firmas e indústria extractiva, o académico moçambicano Cláudio Dimande disse que o momento é oportuno para a criação de um mecanismo que poderá adoptar o nome de Fundo Soberano, Social ou de Investimento.
A ideia é alocar uma parte da receita arrecadada dos grandes projectos para o fundo e este, por sua vez, financiar áreas como agricultura, educação e construção de estradas.
Na sua óptica, o fundo poderá, por exemplo, dinamizar a actividade agrícola, um dos sectores que mais contribuem para o Produto Interno Bruto (PIB), mas com menos financiamento no mercado.
O crédito à agricultura e a outras áreas seria concedido com juros, no sentido de permitir que o dinheiro se reproduzisse e alimentasse outras áreas.







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