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23 de Outubro
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Reembolso dos sete milhões preocupa distrito de Macossa

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Governo de Macossa desembolsou 63,6 milhões de meticais para financiar 1.177 projectos

O governo do distrito de Macossa, província central de Manica, está preocupado com o atraso na devolução dos valores financiados através do Fundo de Desenvolvimento Distrital (FDD), vulgo sete milhões de meticais, segundo AIM.

De 2007 a 2016, o governo desembolsou 63,6 milhões de meticais para financiar 1.177 projectos.

Deste montante, apenas 10,6 milhões de meticais já foram devolvidos, representando 16,5 por cento.

O remanescente ainda está nas mãos dos mutuários, o que embaraça as estruturas de Macossa que estudam outras formas de cobrar o dinheiro.

O administrador de Macossa, Godifri Chipaumire, disse a que dos 1.177 projectos, 682 são de produção de comida e 495 de geração de renda, beneficiando 1.018 homens e 159 mulheres. Mais de 400 benificiários são jovens com menos de trinta anos de idade.

Alguns mutuários receberam o valor e não honraram o compromisso de devolver o dinheiro que devia ser usado para financiar outras pessoas que apresentaram seus projectos já aprovados pelo Conselho Consultivo Distrital, disse o administrador.

Chefes de postos administrativos, líderes comunitários e fiscais estão a sensibilizar os mutuários para devolver os valores. Os devedores devem saber que o dinheiro tem de financiar outras iniciativas. Muita gente está à espera desse dinheiro, afirmou.

Ano passado, o reembolso foi feito com muitas dificuldades porque parte dos mutuários investiram na agricultura. Devido à seca e estiagem que assolaram Macossa e outros distritos da província de Manica, o rendimento foi menor, o que não permitiu que os produtores tivessem excedentes para comercialização.

Este ano, de acordo com o administrador, o distrito produziu mais de 65 mil toneladas de culturas diversas, acima da meta estabelecida na campanha 2016/17 que foi de 62,6 mil toneladas. Espera-se que os mutuários que dependem exclusivamente da agricultura consigam honrar com o compromisso de repor o dinheiro.

O ano em curso é diferente do passado. Os produtores conseguiram muita comida para consumo e venda. Esperamos melhorar o nível de colecta do valor. Muitos são produtores. Levaram o dinheiro para investir na agricultura, afirmou.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo