
Raptos nas cidade e província de Maputo.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) apresentou, ontem, à imprensa, mais quatro indivíduos que se supõe estejam envolvidos na onda de sequestros que aterrorizaram a cidade e província de Maputo, desde o princípio do ano em curso. Três dos detidos assumem o seu envolvimento nos sequestros. Arsénio Chitsotso, também detido e que é apontado como ponta de lança da quadrilha que liderou sequestros de parte dos 22 empresários moçambicanos de origem indiana e seus familiares, confessou que entrou no esquema a convite do cidadão angolano, que também se encontra detido nas celas da polícia. Chitsotso diz ter conhecido o referido angolano numa festa algures e, como recompensa do seu envolvimento nos sequestros, receberia, do seu patrão mangolé, 15 mil dólares norte-americanos. Nesse âmbito, como primeira acção, Chitsotso subcontratou dois indivíduos - seu irmão e primo - como operativos que trabalhavam na identificação e acompanhamento dos movimentos das suas vítimas e na imobilização das viaturas.
Na verdade, os dois indivíduos subcontratados é que actuavam no terreno sem piedade, quando estivessem perante os alvos a sequestrar.
O quarto elemento da quadrilha, também familiar de Arsénio Chitsotso, diz-se inocente e afirma que a única ligação que tem com o grupo é comercial, pelo facto de ter vendido uma viatura ao angolano em alusão.
Dos detidos, a PRM recuperou duas armas de fogo do tipo AK 47 e uma pistola considerada de guerra e respectivas munições, que eram usadas na operação.







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