A embaixada da França em Moçambique desmentiu, ontem, que o encerramento do serviço consular económico na capital moçambicana resulte da crise europeia, considerando as respostas dadas à “Lusa” pelo chefe do Serviço Económico como sendo “declarações pessoais”.
Em nota enviada hoje à “Lusa”, a embaixada francesa em Maputo refere que, na verdade, “o serviço económico da Embaixada de França em Maputo encontra-se simplesmente em curso de reorganização, a pedido do serviço económico regional da embaixada (francesa) em Pretória”, na África do Sul.
“Esse processo interno dos nossos serviços não tem nenhuma relação com a crise do euro e não tem, evidentemente, alguma dimensão política. O seu objectivo é acompanhar de forma mais eficaz a implantação das empresas francesas na África Austral e, especialmente, em Moçambique”, sublinha a nota.
Na segunda-feira, o chefe do serviço económico da embaixada da França em Maputo, Frabrice Blazquez Y Gomez, afirmou à “Lusa” que o Governo francês vai encerrar, até ao fim deste mês, o serviço económico em Moçambique, no âmbito de uma reestruturação diplomática derivada da crise mundial.
Gomez adiantou que essa decisão afecta oito outros países, africanos e latino-americanos, dos quais Moçambique é o único lusófono.
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