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Académicos desafiados a contribuir para reduzir casos de violência doméstica

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Cidália Chaúque convida académicos a participar na luta contra violência doméstica

 

”Quero aproveitar a oportunidade para sugerir aos académicos a fazerem pesquisas aprofundadas para compreendermos porque é que a onda de violência doméstica tem estado a crescer nos últimos tempos”, estas palavras fizeram parte do discurso de Cidália Chaúque, ministra do Género, Criança e Acção Social, durante o seminário sobre a violência praticada contra a mulher, na Universidade Pedagógica.

Em 2016, foram registados nos gabinetes de atendimento à família e a menores vítimas de violência, vinte e cinco mil, trezentos e cinquenta e seis casos, dos quais doze mil e quinhentos e oitenta e cinco contra mulheres, três mil e trezentos e vinte e nove contra homens e nove mil e noventa e três contra crianças.

A volta destes números, Cidália Chaúque afirmou que apesar dos avanços registados na protecção dos direitos da mulher e rapariga, ainda existem grandes desafios, no que concerne a violência doméstica.

“ Esta situação preocupa-nos, porque a violência afecta negativamente o desenvolvimento da mulher, da rapariga e da sociedade no geral, o que nos desafia a aumentar esforços na prevenção e combate à violência doméstica, através de acções concretas e com impacto”, disse.

Num seminário que levou cerca de duas horas, e que também contou com a presença do reitor da Universidade Técnica, Severino Ngoenha, a ministra do género esclareceu que as mulheres não devem lutar para superar os homens, mas devem lutar para que haja oportunidades iguais para todos, ou seja, possibilidades de escolha para homens, assim como para mulheres.

Actualmente, funcionam no país 283 gabinetes e secções de atendimento à família e menores vítimas de violência.

O Dia da Mulher Moçambicana surgiu em 1971, como homenagem à heroína Josina Machel, esposa de Samora Machel, primeiro presidente de Moçambique, pelo seu papel activo na luta pela libertação do país e pela emancipação da mulher, quando se juntou à Luta Armada de Libertação Nacional.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo