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Estrelas do basquete feminino disputam título africano em Maputo

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Taça dos Clubes Campeões Africanos 

"Ehh, rozinha, eh rozinha/Ehh, rozinha/Nôs kazamentu é so na volta d'anu/Ke lo ku bai, bu ta flan rozinha/Sé kre kaza, me podi kaza/Sé kre speran, pe speran/Mi sé speran mi n'ta kaza ku el".

Em 1991, ao ritmo destes versos do clásico "Rosinha" dos Livity, o pavilhão do Maxaquene entrou em ebolição com a consagração do Maxaquene como campeão africano de clubes em seniores femininos.

Farra das grandes na quadra. Festa multicolor pelo feito tricolor. África aos pés de Esperança Sambo, Aurélia Manave, Ramira Langa, Joaquina Balói, Ana Paula Reis, entre outras craques.

Abria-se, desta forma, uma nova página e (a)firmação do basquetebol feminino moçambicano no continente. Que, de resto, viria a ter o ponto alto com a conquista no mesmo ano da medalha de ouro nos Jogos Africanos (Pan Africanos, na altura).

Em 2007, com outros requintes (Salimata Diatta e Anta Sy), o Desportivo de Maputo colocou África em sentido ao conquistar  de forma categórica Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol em seniores femininos.

A partir de amanhã, algumas das melhores basquetebolistas africanas da actualidade no cruzar caminho no pavilhão do Maxaquene, recinto que irá acolher a fase final da 22ª edição da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol.

É, na verdade, um cruzamento de várias nacionalidades porquanto os clubes participantes contrataram atletas provenientes de outros pontos do planeta.

Dos EUA, a terra dos sonhos, chega-nos um naipe de estrelas que já actuaram na WNBA, liga profissional feminina de basquetebol.

Sequoa Holmes, extremo-poste do Interclube, foi seleccionada no “draft” de 2008 como 15ª atleta e passou pelas Houston Comets (2008) e Phoenix Mercury (2010).

O rival e campeão africano em título, D'Agosto, contratou os serviços da base Danielle Mcray, jogadora americana que se juntou às “militares” a 10 de Novembro.

No alto dos seus 29 anos de idade, Danielle Mcray conta uma passagem pela WNBA (Woman National Basketball of America) ao serviço das Connecticut Sun.

Ca no sítio, o Ferroviário de Maputo recorreu igualmente à terra do tio Sam para reforçar o seu plantel com vista a esta competição continental de clubes.

Da Liga Espanhola, a observar um período de interregno, chegam-nos Leia “Tanucha”.

Algumas das melhores atletas do  continente  africano irão desfilar na catedral do basquetebol moçambicano, com as atenções centradas no Ferroviário de Maputo, campeão nacional.

Terceiro classificado em 2015, em Luanda, Angola, o Ferroviário de Maputo aposta seriamente na conquista desta competição continental de clubes.

Para o efeito, foi aos EUA buscar duas atletas norte-americanas que vem colmatar algumas lacunas nas posições 5 e 4.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo