
Ras Tony sem Maputo Land.
Era o rosto principal do Maputo Land. Podia dizer, com todas as palavras, que “é a minha banda”, que não apareceria alguém a contrariá-lo. Mas Ras Tony decidiu promover a emancipação, pegando num outro destino.
“A separação é para aos jovens da banda a oportunidade de se libertarem”! É assim que Ras Tony justifica a sua nova aparição na companhia da banda Xitende. Aliás, é com Xitende - uma das referências musicais da Matola - que vai aparecer na sua digressão, deste ano, que inicia com o espectáculo de comemoração dos 40 anos daquela cidade.
O autor de “Music on Board” será acompanhado, nesta festa, por Djuma na viola solo; Matchote, saxofone; Valy Camal, nos teclado; e coros de Iva.
No espectáculo que acontece amanhã, 2 de Fevereiro, Ras Tony vai levar um ritmo de revolução pacífica que vem construindo ao longo dos seus 30 anos de estrada, o que lhe conferirá um sentido de espectáculo acentuado.
Ras Tony dá um toque de reggae acompanhado de um passo de dança em algumas das suas canções, mas junta outros movimentos de ritmo africano. Quando em espectáculos o público aparece e grita pelo seu nome, o artista não fica indiferente. “É bom sentir que as pessoas gostam da música moçambicana e do meu trabalho, acima de tudo”, disse visivelmente emocionado e ansioso por mais uma vez subir ao palco da Matola, no próximo dia 2 de Fevereiro, e ouvir suas letras na boca do povo.
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