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Um pedaço de África no “Berlinale”

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Um pedaço de África no “Berlinale”
Um pedaço de África no “Berlinale”

Filme “Tabu” voltou a Moçambique colonial.

O realizador Miguel Gomes veio a Moçambique recriar o período colonial português, encaixou-o no “Tabu” e Portugal voltou, 12 anos depois, ao Festival de Cinema de Berlim para concorrer ao Urso de Ouro.

Uma história que passa por Moçambique colonial leva Portugal, 12 anos depois, ao Festival de Cinema de Berlim. “Tabu” é o último trabalho do realizador português Miguel Gomes e é um dos  18 filmes de 23 países seleccionados para a corrida aos Ursos de Ouro e prata do “Berlinale”.

De acordo com a SIC Notícias, esta produção vai ombrear com nomes consagrados como Steven Soderbergh, Brillante Mendoza, Billy Bob Thornton, Benoit Jacquot, Stephen Daldry e os irmãos Paolo e Vittorio  Taviani.

Para Dieter Kosslick, director do festival, o aparecimento de um filme com uma parte rodada em Moçambique é uma forma de levar àquele evento  uma pouco de África.

“Tabu”, uma história de amor e crime em redor de uma idosa que mora num prémio em Lisboa, a qual, quando jovem, teve uma vida atribulada  em Moçambique, “remete-nos, em retrospectiva, ao tempo colonial português e traz, também, África ao festival”, disse Kosslick aos jornalistas.

Ex-crítico de cinema, Miguel Gomes já tinha estreado a sua anterior  longa-metragem, “Aquele Querido Mês de Agosto”, na Quinzena de Realizadores do Festival de Cannes, em 2008, e o filme rodou, depois, em mais de 40  festivais, conquistando vários prémios. 

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