Exposição “Deus Salve o Ladrão II”.
Os dois indivíduos destruíram a obra do artista sul-africano Brett Murray lançando tinta no rosto e nos genitais retratados e depois a espalharam por todo o quadro.
A imprensa local apontou que dezenas de pessoas se reuniram em frente à galeria para aclamar a acção dos dois indivíduos - um professor universitário e um menor -, que se encontram numa esquadra de Johanesburgo para prestar depoimento.
As duas pessoas conseguiram realizar esta acção apesar do aumento das medidas de segurança da galeria, após a polémica gerada pela obra na África do Sul.
A Juventude Comunista da África do Sul, ligada ao partido governamental Conselho Nacional Africano (ANC), advertiu que invadiria a galeria para destruir a obra, indicou à EFE o porta-voz do grupo, Mangaliso Khonza.
O quadro, intitulado The Spear (“A Lança”), faz parte da exposição “Deus Salve o Ladrão II” e estava a ser exibido na galeria Goodman, de Johanesburgo, desde o último dia 10 de Maio. O acto de vandalismo aconteceu no mesmo dia em que o ANC apresentou, perante um tribunal local, um processo pedindo a retirada da obra.
Não é a primeira vez que Zuma processa um artista por satirizar a sua pessoa: o líder sul-africano iniciou um processo legal contra o famoso Zapiro, por várias vinhetas nas quais o presidente abusava sexualmente de uma mulher, que representava a Constituição.
Murray afirmou que não pretendia ofender a dignidade de ninguém com o retrato de Zuma, que foi recentemente qualificado “para adultos” pelo Conselho de Televisão e Cinema da África do Sul. “É uma sátira humorística sobre o poder político e o patriarcado”, afirmou Murray, em palavras divulgadas ontem pelo jornal local “Times”.




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