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Actores angolanos e moçambicanos vivem a mesma realidade

Teatro.

O encenador moçambicano afirma que se faz bom teatro em Angola.

O encenador moçambicano Elliot Alex disse, em Luanda, haver semelhanças entre a realidade vivida pelo teatro em Angola e Moçambique.
Elliot Alex, que falava ao Jornal de Angola, no final da exibição da peça “A Cavaqueira no Poste”, pelo grupo Lareira, no Elinga, disse que entre as afinidades dos dois países no universo das artes cénicas constam a falta de formação, de apoio directo da classe empresarial e de confiança das produtoras, bem como a fraca promoção e a escassez de salas adequadas à realização de espectáculos.


“Tive a oportunidade de assistir a representações no Centro de Animação Artística do Cazenga (ANIM’Arte), no Auditório Njinga Mbande, na Liga Africana e no Elinga, e constatei que temos os mesmos problemas, dificuldades e carências. Falta conhecimento de outras técnicas, e acreditar que as artes cénicas podem render com a promoção da expressão da cultura dos povos”.


O encenador moçambicano afirmou que se faz bom teatro em Angola em termos de expressão, encenação e textos, pelo que acredita que pode progredir ainda mais, com o apoio dos professores estrangeiros que leccionam no país. “Angola está a crescer a passos galopantes e acredito que o teatro está a acompanhar essa passada, porque privei com alguns professores cubanos e portugueses que demonstraram vontade de ajudar o teatro angolano a progredir”.

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