Crónica.
E numa dessas vezes, sai a cumprir a obrigação do tempo vago. Andei pelas ruas da autarquia, mãos invadindo os bolsos, mas não para estilar. Com as mãos apenas assegurava a prisão das minhas calças junto ao corpo, substituindo o papel do cinto.
Vou caminhando pelas bermas de qualquer estrada e, de inopinado, oiço o som de música a maltratar o ar, esse recurso vital para a nossa sobrevivência, que os economistas não o querem como bem económico por não ser escasso. E, a acompanhar o som da música, vinha cheiro acolhedor, diga-se de passagem. Sim, o odor era benfeitor que alegrava qualquer pulmão.
Foi, no resto, esse odor que me conduziu à fonte. Queria saber das motivações desse avolumado odor. Então, apressei o passo e confirmei o local. Afinal, havia festa aí nas imediações da casa. Muitas pessoas estavam a festejar com pompas, mas sem circunstâncias, cada uma conduzindo a sua própria felicidade. Havia comida, música para dança, e bebida em superabundância.
No subsequente momento, acheguei-me ao centro da multidão e o proprietário da mesma aproximou a desejar-me boas-vindas. Afinal, ele era um amigo de dilatada data e que agora acabava de lhe ser confiado pelo edil Gerónimo Comichão um cargo de vereador do Departamento de Doenças e Falecimentos. Departamento esse bastante complexo, mas com maior fatia orçamental. E era justamente por esse motivo, o de ascender ao cargo de vereador, que fazia o meu amigo, Maunifácio Exagerado, reunir amigos, familiares, pendureiros inclusive.




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