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Kadabra Mc: “Mestre do improviso” impressiona vedetas do hip-hop lusófono

Moçambicano foi o artista mais procurado em 2016 de acordo com a MEOSOM

No Google - plataforma de pesquisa na internet - Kadabra Mc, só para se ter uma ideia, foi o artista mais procurado em 2016, segundo uma lista divulgada pela MEOSOM, citado pela Sapo. Desta lista, seguem-se artistas como Nelson Freitas, Messias Maricoa, Hernâni da Silva e Liloca, só para citar o “top five” que está nos seus calcanhares.

Este é o primeiro indicativo de que o jovem de apenas 21 anos, dois quais quatro foram dedicados ao hip-hop, não passa despercebido pelo seu talento de improvisar. E mais, rappers que são considerados verdadeiras vedetas desta “cultura de rua”, exemplos dos moçambicanos Azagaia, Slim Nigga e o luso-cabo-verdiano Valete “tiraram chapéu” ao “mestre de improvisos”.

“Kadabra… poesia refinada”, nem mais, elogiou o autor dos álbuns “Babalaze” e “Cubaliwa”, ou melhor, o mentor da célebre música “As mentiras da verdade”. Azagaia fez essas parcas declarações após assistir um trecho de um vídeo em que o artista improvisava no programa Big Box Show, da Stv - o palco que serviu de trampolim para o seu sucesso.

“Kadabra é meu idolo, e isto não é de hoje”, revelou, por sua vez, Slim Nigga - outro nome respeitado quando o assunto é hip-hop nacional.

Elogios à parte. Outro sinal de que o rapper vem dando passos gigantes na sua carreira são mais de 40 espectáculos um pouco por todo canto do país e inúmeras passagens pelas rádios e televisões.

Todo esse respeito, depositado até por pessoas que não são apreciadores do hip-hop deve-se a sua participação em Batalhas de RAP, como é o caso do “Rapódromo”, conceito desenvolvido por Duas Caras, catalogado pai do RAP em Moçambique.

Mais do que isso, o que fez soar de facto o nome deste jovem foi a sua passagem pelo “Rompimento” - batalha de RAP que cruzou jovens moçambicanos e angolanos ano passado em Luanda, cidade Angola.

Kadabra, em linguagem belicista - bem aceite no universo hip-hop - “trucidou” o seu oponente Paizão, o angolano neste caso. Do grupo dos quatro rappers que foram representar a nossa bandeira, só ele foi aplaudido, carregado e ovacionado pelos angolanos que deliraram com as suas “bombas”.

Como forma de legitimar o apreço que tem recebido por todo o canto, decidiu tornar 2017 o ano de realizações. E mal começou o ano, já tem uma agenda extensa. Para começar, o rapper vai efectuar uma digressão pela zona norte do país.

Esta sexta-feira (27), o artista vai escalar a cidade de Nacala. No dia seguinte, o rapper escala a cidade de Pemba e, para terminar, já no dia 29, o “mestre do improviso” pretende fazer vibrar os macuas. Sim, a sua digressão termina na cidade de Nampula.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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