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E o Prémio BCI é Suleiman Cassamo

Escritor venceu com “A carta de Mbonga”

O auditório da nova sede do BCI recebeu, ontem, o primeiro evento depois da sua inauguração oficial. O espaço multiuso, destinado a espectáculos musicais e demais eventos culturais, teve um evento literário como pontapé de partida. E não se trata de uma cerimónia minúscula, era o anúncio do vencedor da sétima edição do Prémio BCI de Literatura.

E o vencedor é o escritor Suleiman Cassamo, com o romance “A carta da Mbonga”. Este livro, lançado ano passado em Angola, venceu o Grande Prémio Sonangol de Literatura. Graças a essa distinção, um número limitado de exemplares foi produzido e no país, amigos e outros mais chegados tiveram a oportunidade de entrar pela estória adentro. Assim, justifica-se a falta de lançamento e a sua ausência nas livrarias moçambicanas. Mesmo assim, o livro não passou despercebido dos olhos do júri.

A cerimónia testemunhada por escritores, jornalistas, o corpo de júri e o PCE da empresa financiadora, Paulo Sousa, foi coroada por música acústica, para além de discursos dos principais intervenientes. Para o júri, o facto de “A carta da Mbonga” ter amealhado o prémio em Luanda não “belisca” a distinção no país. Muito pelo contrário, prova-se, mais uma vez, a sua qualidade e legitima-se. O cuidado com a língua e a forma peculiar como Cassamo conta a história que revisita um passado histórico do distrito de Marracuene - sua terra natal - torceram a favor desta distinção. São mais 200 mil meticais que o autor vai encaixar pela obra. Cassamo diz que este valor vai ajudar a aprimorar a sua produção literária.

Parece mentira, mas não, “A carta da Mbonga” é a quarta obra literária do autor do famoso “O regresso do morto”, livro publicado no distante ano de 1989.

Com o Prémio BCI, Cassamo espera que a sua mais recente obra circule nas livrarias do país, para que os seus fiéis leitores tenham a oportunidade de revisitar a trama que se passa “na varanda do Índico”, tal como o autor assume ao se referir a Marracuene. A carta, só para atiçar a vontade de ler o livro, é esperada há 40 anos, na estação de comboio, pelo protagonista.

 


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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