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“O futuro dos namorados depende do futuro de Moçambique”, Hélder Faife

Autor entende que se confunde igualdade de oportunidades com igualdade de género

Os casais celebram, hoje, o dia dos namorados. Nesta data em que o amor é cantado, Hélder Faife aproveita a ocasião para emitir uma opinião sobre o que pensa desta efeméride. Para o escritor e cronista, há que referir a forma como a sociedade posiciona o homem em relação a mulher, porque, culturalmente, o homem pode muita coisa que a mulher não deve. Além disso, Faife lembra que a lei diz que têm direitos iguais, e as pessoas confundem direitos iguais com serem iguais. “Ao mesmo tempo, incita-se (é esse o termo) a mulher a insurgir-se pela igualdade. E confundem-se a igualdade de oportunidades com igualdade de género”,

Na percepção do autor de “Pandza”, uma das coisas que contribui para que se registem casos de violência doméstica que desacreditam o amor é má interpretação dos preceitos de igualdade, que podem estar por detrás dos egos desorientados.

“Não julgo que haja aqui quebra de amores. As pessoas amam-se e precisam continuar a amar-se. O amor é algo intrínseco à natureza humana. O que se passa é que o nosso país está a passar por mudanças sociais profundas, a agressividade da crise está a afectar os afectos”, explicou Faife, realçando que a vida é feita de urgências. Por isso, o amor deve acompanhar essas urgências. “E acompanha. Só que a velocidade a que o dia-a-dia nos impele, pode ser brutal para os relacionamentos mal “protegidos”/ preparados. Família, que é o núcleo da sociedade e ao mesmo tempo a membrana, a casca que protege o amor, exige dedicação e tempo, que a vida não nos dá”, entende o escritor.

Questionado sobre qual é o futuro dos dias dos namorados em Moçambique, neste contexto adverso, em casais agridem-se até à morte à luz do dia, Hélder Faife disse: “Primeiro perguntaria pelo futuro de Moçambique. O futuro dos namorados, dos casais, dos dias dos namorados depende do futuro das pessoas. Temos que nos empenhar, do ponto de vista profissional, principalmente os comunicadores, para fazer chegar às pessoas mensagens de clara interpretação dos fenómenos sociais, e da família, e sabermos lidar com os nossos direitos e obrigações sem magoar os outros”, finalizou.

Reza a história que o dia dos namorados surge em homenagem a São Valentim, morto a 14 de Fevereiro, por ter desobedecido a ordem do imperador Cláudio II, que interditara o casamento durante as guerras, acreditando que os solteiros eram melhores combatentes.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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