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Moreira Chonguiça e Manu Dibango sopram “M & M”

CD será lançado no dia 31 de Março, na 18.ª edição do Cape Town International Jazz Festival

Dois sopradores de luxo escancaram seus oxigénios para o mesmo propósito. Desta vez não é em palcos, como habitualmente se cruzam, mas no mesmo álbum que, curiosamente, junta os iniciais dos seus nomes: “M & M”. Este álbum, fruto de um trabalho de cinco que durou cinco anos finalmente chega ao público, cruza o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça e o “Leão de África”, o camaronês Manu Dibango. O CD será lançado na última sexta-feira do mês (31), na 18.ª edição do Cape Town International Jazz Festival.

Em Fevereiro de 2015, os dois saxofonistas africanos começaram a elaborar a lista das músicas. Em Março de 2015, Moreira viajou para Paris para ensaiar com a banda de Manu Dibango composta pelos camaroneses Jacques Conti Bilong na bateria, Guy Nwongang na percussão, Justin Bowen no piano-teclado e Guy Nsangué Akwa na viola baixo e Valérie Belinga nos coros. De França, Patrick Marie-Magdelaine na guitarra, Isabel Gonzalez nos coros e duas vezes vencedor do Grammy – pelo seu trabalho no Zawinal Syndicate - Paco Séry no sanza (comumente conhecido como Mbira).

O álbum foi gravado no Ferber Studios em Paris, França, sob a direcção do engenheiro Guillaume DuJardin e foi masterizado no Milestone Studios em Cape Town, África do Sul, por Murray Anderson.

Moreira Chonguiça produziu o álbum e no disco toca saxofone alto e soprano, e fez os arranjos das músicas com a excepção das faixas 1 e 10 que foram feitas por Manu Dibango, quem tocou vibrafone e saxofones.

Para Manu, esta foi uma oportunidade para dar um significado africano aos standards estabelecidos de jazz americano e de “devolver o barco ao solo africano”. Para Moreira, o privilégio de trabalhar com Manu neste nível foi uma experiência extraordinária que apenas acontece uma vez na vida.

“‘M & M’ é o verdadeiro reflexo de que, como africanos, podemos viver juntos; que como africanos podemos amarmo-nos uns aos outros; que como africanos podemos romper todas as fronteiras negativas relacionadas com o bem-estar”, explica Moreira Chonguiça.

Manu Dibango, por sua vez, explica o propósito do álbum e convida aos seus seguidores a ouvirem-no: “Nós procurámos, Moreira e eu, uma atmosfera de paz e serenidade, onde apenas a música é que nos guia, é mestre. Portanto, convidámo-lo a escutar, dançar e vibrar o corpo e a alma.”

Chonguiça e Dibango primeiramente colaboraram no segundo álbum de Moreira “The Moreira Project Vol 2: Citizen of the World” na música “West South Side”, música esta que foi incluída como uma faixa bónus no “M & M”.

Manu Dibango lançou acima de cinquenta álbums e conta com cerca de 800 músicas incluindo colaborações e duetos. A sua célebre música de 1972, “Soul Makossa”, incorporada por Michael Jackson em “Wanna be start something” e Rihanna em “Don’t stop the music” entre. A verdadeira obra-prima africana icónica que alcançou a 35.ª posição no US Billboard Hot 100 foi resgatada para este álbum.


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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