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“Vozes oficiais não são as únicas”, Mia Couto

Autor de “Terra sonâmbula” deverá lançar mais um livro este ano

É movido pela vontade de trazer outros contornos sobre os últimos dias do Império de Gaza que Mia Couto aventurou, pela primeira vez, numa trilogia. Denominada “As areias do Imperador”, os livros concentram-se no Rei Ngungunyana, mas o romance entre uma jovem moçambicana e um sargento é que facilita a narração.

Dessa trilogia já foram publicados dois livros. Além de Moçambique, Portugal e Brasil são alguns países que acolheram o lançamento dos romances.

O escritor garante que as obras, embora não estejam de acordo com a história oficial sobre a morte de Ngungunyana, esta proposta literária foi bem recebida.

“Felizmente acho que correu bem. Gostando ou não percebe-se que aquilo é uma proposta literária. Eu não faço uma abordagem como quem diz está aqui uma verdade”, garantiu Mia Couto. Ainda na sua locução, o escritor reiterou que, afinal, devem haver diferentes versões sobre o mesmo assunto: “A ideia do livro é mostrar que as versões oficiais em Moçambique e em Portugal não são únicas, aquilo corresponde a um certo tipo de interesse político de um certo tempo e há outras vozes e outras versões”.

Em Portugal, onde foi forjada essa versão oficial, tudo correu bem. “Acho que ninguém teve um mal-entendido grave ou disse nas minhas costas, se calhar”, brincou o escritor e o seu sorriso confirmou.
Até ao momento parece que as contas de Mia Couto estão a bater. O escritor garantiu à nossa reportagem que este ano sai o terceiro volume da trilogia. Tem um título, mas porque não definitivo preferiu não partilhar. Segundo o autor de “Terra Sonâmbula”, já escreveu mais que a metade.

Esta viagem pelas terras Ngunguyane iniciaram em 2015 com o romance “Mulheres de cinza”. O livro, em todo o mundo, foi alvo de muitas críticas. Algumas que referenciavam aspectos positivos e outras nem tanto. Mesmo assim, o escritor não perdeu a “bússola”. No ano seguinte, cumprindo com o seu desiderato, lançou “A espada e Azagaia”.

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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