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Lúcia Baptista lança “Serpentear nas Esteiras do Tempo” na AEMO

Obra de estreia de Lúcia Baptista lançada amanhã na AEMO

As prateleiras moçambicanas ganham, amanhã, mais uma obra literária. Intitulada “Serpentear nas Esteiras do Tempo”, a obra da autoria de Lúcia Baptista será lançada às 18h, na sede da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em Maputo.

No livro “Serpentear nas Esteiras do Tempo”, com 175 páginas, Lúcia Baptista conta uma estória que, em parte, viveu na actual província de Gaza, no período colonial. Na verdade, o enredo surge como testemunho de um percurso cheio de várias adversidades e emoções. Ao mesmo, a autora do livro resolveu investir nesta obra literária porque tem a sensação de que muitas vezes há uma tendência de se esquecer as peripécias ocorridas no país num passado não muito distante.

Não obstante, este “Serpentear nas Esteiras do Tempo” é um livro dedicado à mulher e a tudo que a diz respeito, o que ganha corpo por via do retrato da protagonista da estória, Joana. É um livro que levou muito tempo a ser escrito e passou por vários olhares, que ajudaram a autora a investir na luta pela perfeição. Duas dessas figuras foram Mia Couto e Fernando Leite Couto.

Agora que a obra está pronta, sai sob a chancela da Textos Editores e a apresentação estará na responsabilidade do escritor Jorge de Oliveira, quem entende que a obra "serve para registar as marcas de um tempo que a história não apaga".

Centrada na região que hoje pertence à província de Gaza, com algumas peripécias a desenvolverem-se na capital moçambicana, esta estória de sobrevivência deverá constituir, e essa é a esperança de Lúcia Baptista, uma oportunidade para que os mais jovens compreendam o que custou a sobrevivência de muitos moçambicanos. "Esta é uma estória de cada um de nós", garante a autora.

Lúcia Baptista nasceu em Valongo (Portugal), e veio ao país aos 14 anos de idade. Cá foi Chefe do Departamento de Administração e Finanças, no então Ministério do Comércio Externo.

Além de escrever, agora com mais tempo por estra fora do mercado do trabalho, Lúcia Baptista também pinta.

 

O olhar de Mia Couto

“Serpentear nas Esteiras do Tempo” conta com prefácio de Mia Couto. Referindo-se ao livro, o escritor assume, a certa altura do prefácio: "Lúcia Baptista recupera o velho simbolismo da serpente apelando para a desobediência. Tal como na alegoria bíblica há, neste romance, alguém que é expulso do Paraíso. Alguém que é arrancado da sua própria terra e dos seus sonhos. O mérito de Lúcia é a adopção de um tom de crónica quase autobiográfica de um tempo em que as fronteiras entre raças e gentes diversas eram vigiadas pelo medo".

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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