
Aqua Park recebeu este sábado o músico norte-americano Future num evento organizado pela Castle Lite Unlocks
“Extra gelado”? Sim, a marca patrocinadora do evento que contou com o norte-americano Future e o sul-africano Cassper Nyovest diz ser mesmo isso: “extra gelado”. Verdade é que desde a entrada do Aqua Park, local do evento em Maputo, notava-se o “gelo” por todo lado. As paredes, as árvores, o jardim e tudo o resto revestia-se de um material que mesmo de perto se parecia com gelo.
A equipa do “O País” entrou no recinto, ainda nas primeiras horas do evento, e o ambiente estava apenas “gelado” sem nada extra. Houve um recinto criado para que os pontuais se deliciassem da bebida da “extra gelada” (esta sim estava extra) e da música que pontualmente foi colocada para servir os que entendem a linguagem do relógio. Pelo vasto recinto, bem moldado, o gelo estava lá. O espectáculo de Future era mesmo do “futuro”. Poucos concertos do género são desenhados no país, conversavam alguns pelos corredores. A nossa reportagem comprova.
Esta maquinaria foi arquitectada pela produção sul-africana, onde o Castle Lite Unlocks é uma aventura anual e já levou artistas internacionais como JCole, Travis Scott, Bryson Tiller, entre outros. Pela primeira vez em Maputo, o evento – antes mesmo do arranque – já tinha impressionado pelos detalhes. Som e luz à medida e, claro, um “wellcome drink” que sempre sabe bem.
A actuação começou com o dj Tay. Não era nada que o público não esperasse. O jovem fez um périplo por todos os ritmos, com mais atenção ao hip-hop, afinal era o estilo do dia. O público entrava timidamente, às gotas. Motivo? Lá fora tinha se instalado o pânico (não se confunda com o evento do sábado na Matola). O trânsito estava completamente congestionado. Normal quando se trata de eventos do gênero, mas um pouco mais rebelde. Por isso, só no pico do espectáculo sentiu-se um pouco mais de calor humano.
Lay Lizz teve dificuldades em encontrar público para retribuir ao seu bom som. A hora também foi respeitada. Ainda com um ambiente tímido, nada de extra no que refere a público, Emerson Miranda começou com a sua locução. Era o início do espectáculo por volta das 21h00. As atenções nesse momento estavam todas no palco, outro espaço, maior, mesmo dedicado às actuações.
Dj Dilson entrou a seguir, depois do Lay Lizz. Não deixou de tirar a camisa - o seu habitual - nem de estar acompanhado por Sarmento no saxofone e Pimenta na percussão. Foi uma actuação digna de aplausos.
E o recinto pouco a pouco ficava pomposo. O rapper sul-africano Cassper Nyovest agitou por completo. "Doc Shebeleza" foi a música que levantou os ânimos dos presentes. Mas não só, as outras músicas, as menos conhecidas, também foram bem recebidas.
Dj Maphorisa, artista sul-africano, também partilhou os ritmos do seu repertório. Era, afinal, a antecipação do homem da noite: Future.
O artista norte-americano entrou no palco perto das duas da manhã. A platéia já estava pomposamente formada. O Aqua Park estava cheio de gente. Todos dançavam cada música do artista originário de Atlanta, no estado da Geórgia. O artista exibiu as músicas do seu primeiro álbum “Pluto” e as produções feitas logo no princípio do ano, nomeadamente “Future” e “HNDRXX”. As músicas, mesmo sem a presença de Drake ou The Weekend ou Rihanna ou Pharrell Williams ou Kanye West eram as mesmas.
O artista de 32 anos, Nayvadius DeMun Wilburn, seu nome de registo, tem vindo a acumular uma série de prémios e nomeações desde 2012, incluindo a nomeação em três categorias do Billboard Music Awards este ano como Melhor Rapper do ano, Melhor Artista Masculino e Melhor Tournée de Rap. Este espectáculo de Future acontece numa digressão inédita em África, que inclui passagens pela África do Sul, Tanzânia e Moçambique.
Em Moçambique, o rapper foi ansiosamente esperado e quando subiu ao palco não faltaram gritos e assobios. As músicas foram todas bem recebidas. O artista e os seus bailarinos trataram de matar a sede dos jovens que acorreram ao evento. Foi uma actuação interessante. O rapper mostrou que não só é um bom artista nas telas como também sabe se comportar no palco. Aliás, Future mostrou-se bem simpático ainda que a sua produção dificultasse a vida dos jornalistas. Só para se ter ideia, os jornalistas tiveram duas horas de espera para entrevistar o músico e uma burocracia e tanto. Tirando isso, o espectáculo foi mesmo do futuro, com os detalhes que pouco espectáculos ou nenhum já teve.




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