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Instrumentos tradicionais moçambicanos integrados em orquestra

Maestro brasileiro cria projecto de orquestra que irá integrar instrumentos clássicos e tradicionais moçambicanos

O maestro e violinista brasileiro Cláudio Cohen visita Moçambique, com intento de criar um projecto de orquestra que irá integrar instrumentos clássicos e tradicionais moçambicanos, para fazer um grande concerto africano, de músicos e compositores africanos.

Para Cohen, a cultura brasileira tem uma forte influência do continente africano, sobretudo na música. “Entendo que a música é música, a pintura é pintura e temos que integrar as artes como um todo, sem nenhum tipo de barreira”, disse.  

Kika Materula, directora artística do projecto Xiquitsi, primeira Orquestra Clássica em Moçambique, considera o encontro um início de uma longa caminhada e é optimista quanto ao futuro do projecto. “Já consigo sentir e ver o sucesso deste primeiro passo”, afirmou.

As artes e cultura não têm fronteiras. Para o Ministro da Cultura e Turismo Silva Dunduro, é preciso fazer das artes e cultura um instrumento de paz, de redução de desigualdades sociais, que permita realmente, ligar povos. “Temos uma relação histórica com o Brasil, como também uma cooperação já há bastantes anos”, disse acrescentando que este projecto vai fortificar as relações entre os dois países. Depois de se criar a orquestra o ministro espera para além de expandir as actuações entre Brasil e Moçambique, internacionalizar a cultura moçambicana.

O Embaixador do Brasil em Moçambique, Rodrigo Soares, declarou que este projecto possa a contribuir para o enriquecimento da música moçambicana, clássica e popular. “Que o Brasil possa ajudar na formação e no treinamento de músicos moçambicanos”, afirmou.

Agentes culturais de Moçambique acham a iniciativa positiva e poderá trazer vantagens para os profissionais da arte e a sociedade em geral. “Este intercâmbio com o Brasil pode incentivar em parceria com as nossas escolas do ensino básico e superior e parcerias com artistas já consagrados”, explicou Roberto Isaías, músico e Secretário-geral da Associação Empresarial, Promotores de Eventos e Espetáculos (AEPPEE).

A primeira apresentação da orquestra com os instrumentos clássicos e tradicionais de Moçambique está prevista para setembro de 2018, na Ilha de Moçambique.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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