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Nobel da Literatura atribuído a Kazuo Ishiguro

Nobel da Literatura 2017 atribuído ao escritor Kazuo Ishiguro pelos seus romances de grande carga emocional

A Academia justificou a escolha de Kazuo Ishiguro, por ser um escritor que, "em romances de grande força emocional, revelou o abismo sob o sentido ilusório de conexão com o mundo", avançou o Notícias ao Minuto.

O escritor britânico nasceu em Nagasaki, Japão, fixando-se com a família no Reino Unido, no início da década de 1960. Destacou-se com os primeiros contos, publicados na revista Granta, escreveu para cinema e televisão, é autor de canções. Com "Os Despojos do Dia" venceu o Booker Prize, em 1989.

No final da década de 1970, Ishiguro graduou-se em Inglês e Filosofia na Universidade de Kent e estudou, em seguida, Escrita Criativa na Universidade de East Anglia, em Inglaterra.

Kazuo Ishiguro tornou-se desde então escritor a tempo inteiro. Começou por publicar contos na revista literária Granta, e o seu primeiro romance data de 1982, 'A Pale View of Hills', publicado em 1990, em Portugal, pela Relógio d'Água, ao qual se seguiu 'An Artist of the Floating World' (1986), situado em Nagasaki, poucos anos após a II Grande Guerra (1939-1945)

Segundo a Academia Sueca, os temas que Kazuo Ishiguro aborda, a memória, o tempo, a desilusão de si próprio, evidenciam-se já neste romance, editado em Portugal pela Livro Aberto, também em 1990, com o título 'Um Artista no Mundo Transitório'.

A preocupação com a memória e o esquecimento é particularmente notória no seu mais conhecido romance, 'The Remains of the Day' (1989), editado em 1991 em Portugal pela Gradiva, com o título 'Os Despojos do Dia'.

A obra foi adaptada ao cinema, em 1993, pelo realizador James Ivory, com argumento do próprio escritor e de Ruth Prawyer Jhabvala, com Anthony Hopkins e Emma Thompson, por protagonistas.

Segundo a instituição sueca, a escrita de Ishiguro é marcada por uma cuidadosa contenção, independentemente do local da narrativa.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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