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Feira do Livro de Maputo inaugura com várias manifestações artísticas

Aldino Muianga homenageado amanhã no Jardim Tunduru

Livros, muitos livros. A cidade de Maputo está, desde hoje, colorida de várias obras literárias e autores de todas as cores, afinal, na manhã desta quinta-feira, realizou-se, no Jardim Tunduru, a cerimónia de abertura de mais uma edição da Feira do Livro de Maputo, que decorre até sábado.

A abertura da Feira foi marcada por várias manifestações artísticas, com momentos musicais que estiveram a cargo do Grupo Coral da Polícia Municipal e do Músico Roberto Chitsondzo, um recital de poesia com a actriz Ana Magaia, apresentação de peças teatrais e mesas redondas.

Criatividade foi o que não faltou no evento, ao longo dos caules robustos das árvores do Jardim, haviam lá poemas de autores nacionais e internacionais como é o caso de Brasil, Espanha entre outros.

Segundo José Furtado, Administrador do BCI, é com responsabilidade e prazer que esta instituição bancária tem contribuído para a massiva proliferação da leitura, através do apoio dado á publicação de várias obras e estimulando hábitos de leitura na sociedade.  “O BCI tem um plano de Literatura, uma distinção de referência no programa literário do país”, reforçou.

Para embaixador do Brasil, Rodrigo Soares, a feira do livro é um evento de grande relevância cultural e social, e que tem sido cada vez mais importante para promover a leitura e o diálogo entre escritores e leitores, democratizar o acesso ao livro e incentivar o gosto pela leitura como fonte de conhecimento, prazer e cidadania. “A feira oferece um espaço valioso para debater a literatura moçambicana e internacional e criar oportunidade para os novos escritores moçambicanos, estimulando a literatura, o acesso moral e a leitura”, referiu Soares.

O embaixador do Brasil esteve a representar o corpo diplomático que participou na feira: Angola, França, Cabo Verde, Espanha e Portugal.

O escritor Ungulani Ba Ka Khossa, em representação do Ministério da Cultura e Turismo, louvou o consulado de David Simango, por mostrar, de forma inequívoca, o comprometimento com a cultura nas suas diversas expressões.

Para Ungulani, uma feira de livro não é só um momento de conto entre leitores e escritores, mas é, acima de tudo, um momento de reflexão sobre o papel do livro no desenvolvimento de uma sociedade e outras questões. “Maputo já está no mapa das feiras internacionais do mundo e a feira do livro ganha outra dinâmica com a vinda de escritores de outros países”, disse.

David Simango, Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, começou homenageando a escritora e conselheira Fátima José Fereira Langa, por ter contribuído para o sucesso das feiras de livro anteriores. “A feira é uma iniciativa que transpôs as fronteiras do país e do continente”. E, dessa forma, declarou aberta a Feira do Livro de Maputo. No entanto, antes de sair do pódio, pediu um minuto de silêncio pela morte do Presidente do Município de Nampula, Mahamudo Amurane, dizendo: “Moçambique perdeu um grande autarca”.

Estiveram na cerimónia de abertura individualidades como embaixadora de Portugal em Maputo, o presidente do Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa, músicos e escritores nacionais e internacionais.

Este evento conta com o apoio das embaixadas de Alemanha, Brasil, França, Bélgica, Espanha, Holanda Portugal Itália e a colaboração com o Fundo Bibliográfico de Língua Portuguesa e Instituto Nacional do Livro e Disco, Associação dos Escritores Moçambicanos entre outros. 

 

Lopito Feijóo lança obra literária

Lopito Feijóo, escritor angolano, vai lançar próximo sábado, no âmbito da Feria de Livro de Maputo, a obra intitulada “Imprescindível Doutrina Contra”, já apresentado em Portugal.

O autor explicou que a obra foi apresentada no seu país, e que no âmbito do processo de internacionalização do livro na língua Portuguesa, acaba trazendo-o para ser lançado em Maputo. “É um livro de poesia crítica e rebelde de intervenção sociocultural, política e económica”, não é um livro morno, “tem que ser lido para reforçar uma mensagem, que tem a ver com aspectos que os líderes políticos dos nossos países de língua portuguesa nos ofereceram”.

Segundo Feijóo, levou cerca de seis anos a escrever o livro, em razão de algumas viagens que foi fazendo ao longo deste período pelo continente africano. “O livro não se cinge apenas a questões de países africanos de língua portuguesa mais do contexto sociopolítico actual de todos países da África”.

O Autor fez uma singela homenagem ao conceituado escritor moçambicano José Craveirinha no prefácio do seu livro, que lhe foi cedido por um dos filhos do poeta. “É um texto inédito, curtinho, que considero uma autêntica lámina para o nosso actual contexto”, e acrescenta, “é uma homenagem que faço ao poeta Craveirinha, que é um dos maiores poetas da literatura portuguesa, ao povo, aos amigos e escritores moçambicanos”.

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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