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“Se existem árbitros desonestos, vamos denunciá-los”

Venildo Mussane, presidente da CNAF

24 horas depois da Liga Moçambicana de Futebol ter remetido as acusações de Arnaldo Salvado sobre alegados casos de  corrupção no Moçambola ao Gabinete Central de Combate à Corrupção, Venildo Mussane, presidente da CNAF, veio a terreiro distanciar-se das mesmas. Mussane disse, durante a conferência de imprensa havida ontem, na sede social da Federação Moçambicana de Futebol, que  “não somos nós (CNAF) que devemos chegar a estas conclusões. Existem pessoas especializadas que poderão observar todas as situações e outras mais que existem”. Venildo Mussane ajuntou ainda que “temos árbitros honestos. Se existem os desonestos, que existam sim, nós vamos denunciá-los. Mas temos honestos”, atirou.

Quando questionado sobre se a suspensão de árbitros ao longo da temporada recém-terminada não estava relacionada com alegados casos de corrupção, Venildo Mussane, lacónico,  referiu que “quando suspendemos os árbitros, nós mandamos toda a informação para a Liga Moçambicana de Futebol e para a Federação Moçambicana de Futebol. Não estamos autorizados a divulgar as razões das suspensões’’, justificou. Insistimos, e quisemos saber do presidente da CNAF se, efectivamente, a suspensão de árbitros não estava relacionada com alegados casos de corrupção, ao que respondeu: “Não tem absolutamente nada que ver com casos de corrupção, até porque um indivíduo que pratica corrupção não tem espaço para trabalhar, seja dirigente, treinador ou árbitro”.

Na sua carta, Arnaldo Salvado faz menção ao caso de um árbitro que, na Beira, alegadamente terá ligado aos dirigentes do Maxaquene a solicitar que criassem melhores condições de alojamento. Quisemos saber de Venildo Mussane se as dificuldades financeiras por que passam os árbitros no exercício das suas funções não criavam condições para que se tornassem  vulneráveis a aliciamentos. “Talvez seja melhor separar dois assuntos. Um assunto é a organização da prova, em termos de logística para os árbitros. Outro é esta ocorrência de alguém ter alegadamente enviado uma mensagem ou ter telefonado a solicitar que seja hospedado em melhores condições”, explicou Mussane, para depois acrescentar que “a segunda parte, como já disse, cabe à investigação que está a decorrer, para apurar a veracidade da informação. Mas preocupação existe na CNAF desde 2008”, observou.

O presidente da CNAF disse ainda que “quando chegámos aqui, vimos as condições sobre as quais os árbitros eram transportados, alojados e alimentados. Posto isto, avançámos com uma proposta para a Liga Moçambicana de Futebol, no sentido desta identificar locais de hospedagem nas províncias, para onde o árbitro seja devidamente hospedado”. Em resposta, “a Liga Moçambicana de Futebol disse que  não tinha condições. Provavelmente, o mau desempenho dos nossos árbitros venha daí, porque não colocamos à disposição as condições de que as pessoas precisam para trabalhar. O resultado dá nisto e o culpado é a CNAF”, desabafou.

Sobre o caso Abdul Gani, o presidente da CNAF reconheceu que “este caso foi extremamente trabalhado por nós. Abdul Gani falou não apenas num órgão de informação. Nós criámos uma comissão para o inquirir”. Adiante, Mussane revelou que “ele foi inquirido e foi instituído o processo. Chegámos à conclusão de que Gani faltou à verdade, e que tinha que ser irradiado. Decidimos, ainda, encaminhar o processo à Federação Moçambicana de Futebol, para julgar o caso em última instância”.

Num outro desenvolvimento, falou do caso Pascoal Loforte e Domingos Pequenino: “Arrola-se aqui a desistência de Pascoal Loforte. Diz-se que Pascoal Loforte foi-se porque não concordava com o nosso sistema da CNAF. Tivemos dois elementos que renunciaram, Pascoal Loforte e Domingos Pequenino, mas em nenhuma passagem da carta é abordada a existência de choque de entre estes profissionais e a CNAF. Portanto, é mentira, e a mentira vai ser denunciada em fórum”.

Sobre o processo de nomeação de  árbitros, Venildo Mussane justificou que “nós enviámos a lista das nomeações à Liga Moçambicana de Futebol, porque o argumento que esta apresenta é de que precisa de tempo junto à LAM para poder emitir as passagens, portanto, os nomes devem ser enviados. Não é permitido fazer reservas sem nomes. Portanto, uma vez mais, afirmo que a investigação é que vai ditar isso. não podemos afirmar quem é que na verdade faz isso: se sou eu próprio, se são os meus colegas, ou mesmo um fantasma”.

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