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Há sempre uma primeira vez…

Costa do Sol venceu Ferroviário “A” por 66-55, em jogo da 10.ª jornada da Engen Maputo Basket em seniores femininos

À vaincre sans péril, on triomphe sans gloire (quando se vence sem perigo, triunfa-se sem glória). Que o digam as “canarinhas”. Em desvantagem nos dois primeiros períodos (16-20 e 32-29, respectivamente), o Costa do Sol soube sofrer, melhorou ofensiva e defensivamente (fez permutas passando de defesa à zona para homem a homem a toda largura do campo) e impôs a primeira derrota das “locomotivas” de Maputo na Engen Maputo Basket. Há, evidentemente, uma primeira vez na vida. Primeira derrota na era Gerson Novela, novo treinador do Ferroviário “A“.  Orgulho ferido.  Valha a liderança que não chegou a ser beliscada. Mais coisa, menos coisa, foi isto que aconteceu na quadra do pavilhão do Desportivo: Eliana Ventura irrepreensível no tiro exterior, agressividade defensiva no terceiro e quartos períodos e força do colectivo a superar a constelação de estrelas que não reluziram.

Eliana Ventura,“a menina bomba”

Sem a explosiva Odélia “Mafa” Mafanela e Dulce Mabjaia, a recuperarem de lesões, o Ferroviário de Maputo “A” teve em Cecília Henriques e Amélia Macamo, aliás, Massingue, opções para a posição cinco e armação do jogo, respectivamente. No cinco inicial, claro. Dois tiros exteriores e Elizabeth Pereira, e uma “bomba” de Anabela Adriano Cossa faziam prever um jogo sofrido para as “canarinhas”. Qual quê? Deolinda Mulói Gimo, poste alto, esteve perfeita a jogar de costas e cara para o cesto, criando desequilíbrios ofensivos no jogo interior do Costa do Sol. Mais: teve a capacidade de jogar de fora para dentro, exponenciado, desta forma, o jogo exterior da sua equipa. A complementar, Ornília Mulhui, jogadora contratada ao Maxaquene, foi prestativa defensivamente ao revelar uma boa capacidade de recuperação e de salto. Ao cabo de primeiro período, o marcador indicava 20-16, vantagem de quatro pontos para as campeãs nacionais.

No segundo período, Gerson Novela, treinador do Ferroviário de Maputo, pautou pela rotatividade. Lançou para a quadra Vilma Covane (para fazer quatro e cinco), Onélia Mutombene (para o lugar de Amélia Massingue, com muitos “turnovers” no jogo) e Ana Suzana Jaime (opção para o tiro exterior). Faltava, na armação do jogo, capacidade de drible, excelente visão de jogo e passe no “timing” certo.

Face à defesa homem a homem das “canarinhas”, na sua área restrictiva, as “locomotivas” da capital procuravam lançamentos exteriores para desequilibrar. Anabela Adriano Cossa e Ana Suzana Jaime eram as lançadoras, mas sem impulsão. Do outro lado, a “menina bomba“, Iliana Ventura, mostrava-se irrepreensível. No final do segundo período, o Ferroviário de Maputo saiu a vencer por três pontos de diferença: 32-29.

Agressivo a defender (as ajudas entre base e extremo funcionaram) e forte no jogo exterior (superiormente interpretado por Iliana Ventura) e nos lançamentos de meia distância (Ornília Mulhui e Nelda Luciano foram preponderantes), o Costa do Sol deu réplica no terceiro período. Colectivamente fraquinho, as “locomotivas” de Maputo tinham nos lançamentos de Elisabeth Pereira e penetrações de Rute Muianga e Anabela Cossa as soluções para discutir o jogo. Saíram, do terceiro período, a vencer pelo parcial de 49-47. O quarto e último trouxe um Costa do Sol a fazer pressão sobre as bases do Ferroviário de Maputo (Amélia Massingue e Onélia Mutombene, que iam alternando). Esta etapa foi de esclarecimento ofensivo com Iliana Ventura “onfire” nos lançamentos triplos, Deolinda Gimo a mandar nas tabelas.

De resto, com lucidez, as “canarinhas” passaram para a frente do marcador e dispararam para uma vantagem de dez pontos, quando havia cinco minutos por se jogar: 60-50.

Deonilde “Nucha” Cuambe (longe daquela jogadora explosiva e competente debaixo das tabelas que brilhou na A Politécnica), Inguivild Mucauro (não treina constantemente com a equipa devido a compromissos profissionais depois de ter cumprido com êxito a formação em medicina) e Ana Suzana Jaime (lembram-se da melhor triplista da Taça dos Campeões, em Angola, em 2015?) eram a face mais visível de um conjunto sem inspiração. Competente, o Costa do Sol deu luta nas tabelas, cortou as linhas de passe para o poste baixo e forçou o seu adversário a cometer muitos “turnovers”. Com capacidade de serenar os ataques programados da sua equipa, Aquila Mucubaquire foi uma surpresa agradável.

Em tarde cinzenta e de chuviscos na capital do país, as “canarinhas” impuseram a primeira derrota às “locomotivas” da capital, na Engen Maputo Basket: 66-55.

A segunda, refira-se, este ano, depois do triunfo por 60-47 na final da Taça Maputo.

 


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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