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Liga descarrila “locomotiva” na Matola

Adeptos do Ferroviário de Maputo pedem “cabeça” de Lucas Barrarijo

No derby da 23ª jornada, a Liga Desportiva recebeu e venceu ao Ferroviário de Maputo por uma bola sem resposta, repetindo a proeza alcançada na primeira volta no reduto dos “locomotivas”.

Na tarde de sábado, os orientados por Lucas Barrarijo voltaram a pecar pela falta de harmonia e inspiração no seu jogo, enquanto que a Liga Desportiva, mostrou-se tacticamente disciplinada, preenchendo todos os espaços de jogo anulando os pensadores do jogo locomotiva. Reconfirmou-se a queda de forma de Timbe e Diogo, com este último a embrulhar-se com os adversários em jogadas que poderiam ter produzido outra história.

No ataque, o velho capitão Luís e o batalhador Chijioke, estiveram desamparados. Mas a culpa foi do mister Akil da Liga Desportiva de Maputo, que apostou no 4x2x3x1 e assumiu o risco ao estrear o jovem central Licuco, relegando ao banco Francisco (que está de malas aviadas ao Marítimo B de Portugal). O treinador mostrou arrojo e ousadia, sobretudo tratando-se de uma partida com um adversário daquela qualidade.

Dois minutos foram suficientes para a sua equipa arrumar o jogo e garantir os três pontos. Momed Hagy, o capitão, mais uma vez foi crucial ao não dar chances a Simplex que teve muitas culpas no lance do golo ao fazer uma abordagem errada ao lance.

Depois disso esperava-se um Ferroviário ferido no orgulho, e que acordasse para o jogo. Qual nada! A Liga Desportiva controlou as incidências e até beneficiou de outras oportunidades, obrigando a que os “locomotivas” apenas esporadicamente chegassem à baliza de Milagre, nas poucas jogadas que quase não levavam perigo. Assim chegou-se ao intervalo.

No regresso, várias mexidas de lado-a-lado. Lucas Barrarijo apostou num ataque mais rápido e tecnicista com as entradas de Tico, Gito e Paulana. Aí a Liga sentiu dificuldades e baixou as suas linhas de jogo.

O Ferroviário decide largar o seu clássico sistema de jogo 4x4x2 e aposta no 3x4x3. A estratégia quase resultou, porém Akil Marcelino não dormiu na sombra e também mexeu na equipa lançando um ponta-de-lança fixo, Sonito e o veloz e tecnicista Infren, para além de Francisco para o meio campo, dificultando as saídas do Ferroviário para o ataque.

Nas bancadas pedia-se mais aos “locomotivas” tão inconstantes na presente edição do Moçambola Zap.

Os adeptos gritaram, insurgiram-se contra a equipa técnica e vandalizaram parte da vedação do campo da Liga, tendo sido necessária a intervenção das forças de segurança destacadas ao campo.

Dentro do relvado, o tempo corria as dificuldades mantinham-se para chegar ao golo do empate. O jogo terminaria com o magro um a zero a favor da Liga Desportiva de Maputo o suficiente para dar um salto qualitativo na tabela classificativa.

 

Adeptos “Vata Xanisseka”

Nota negativa para os adeptos do Ferroviário de Maputo, que contestando algumas decisões do árbitro e opções da equipa técnica locomotiva, arremessaram objectos para o interior do campo, perigando a integridade física dos atletas e árbitros.

Na manifestação de desagravo, danificaram parte da vedação do campo da Liga Desportiva.

 

Arbitragem

Sérgio Rumbane comandou um quarteto constituído por Ivo Muiambo, Venastâcio Cossa e Paulo Buque. Entretanto com uma postura alinhada e sempre seguindo os lances de perto. Não teve muitas dificuldades em ajuizar os lances mesmo com a pressão que por vezes saltava dos bancos e bancadas. No fim, a sua actuação não influenciou no resultado final.

  

Carlos Baúte

Treinador-Adjunto/ Ferroviário de Maputo

“O resultado é pouco animador, estamos desolados porque as coisas saem ao contrário do planificado. Ainda assim, não acho que seja altura de atirar a toalha ao chão. Vamos continuar a trabalhar por outros objectivos e sobretudo para terminarmos o campeonato numa posição mais confortável possível. “

 

Akil Marcelino

Treinador da Liga Desportiva

“O resultado alegra-nos muito, é fruto do trabalho que temos vindo a desenvolver para devolver a alegria ao grupo. Os últimos quatro jogos têm sido dominados pela ansiedade e esta vitória frente ao Ferroviário de Maputo, dá-nos maior motivação para encarar com optimismo as sete jornadas que restam por jogar.”

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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