Elton Ubisse gostaria de jogar fora do país e ter mais conquistas
Elton Ubisse é um dos melhores basquetebolistas da actualidade em Moçambique. Ubisse foi determinante para a conquista do título de campeão nacional pelo Ferroviário da Beira, ao marcar 27 pontos, no último jogo da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, este ano, contra o Ferroviário de Maputo.
Começou por praticar natação, mas depois foi desviado para o basquetebol pela sua mãe, Lurdes Munguambe, que foi praticante da modalidade.
Fez toda formação como basquetebolista no Ferroviário de Maputo, com sucesso, tendo sido campeão nacional em 2016, antes de se transferir para a Beira.
Com 22 anos e dois metros e um, Ubisse foi o melhor jogador do Ferroviário da Beira no último jogo da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.
O poste sonha jogar nos Cleveland Cavaliers, vice-campeões da NBA, Liga Profissional de Basquetebol dos EUA.
Para além de praticar basquetebol, está a formar-se em Engenharia Civil.
A seguir, leia os excertos da entrevista que o jornal o "O País" teve com o atleta na sua residência, em Maputo.
Da natação ao estrelato no basquetebol
Elton é um dos melhores basquetebolistas em Moçambique. Quando e como iniciou a prática da modalidade?
Nunca pensei em ser um dos melhores basquetebolistas do país, porque o meu começo foi uma história um pouco divertida. Praticava natação no Ferroviário de Maputo, em 2006. Quando estava quase para ser federado parei de treinar. Mas, a minha mãe conhecia o meu primeiro treinador, o falecido Sílvio Neves, mais conhecido por Papaito. Falou com ela e perguntou por onde é que eu andava, disse para me levar ao Ferroviário de Maputo para treinar basquete. Minha mãe informou-me, mas eu não gostava da modalidade. Acabei indo por insistência. Depois de algum tempo, quando iniciou o torneio Millennium bim para minibasquete passei a gostar e a ir com frequência. Fui subindo gradualmente até onde estou hoje.
Na família o Elton é a única pessoa que pratica desporto?
Não sou o único, a minha mãe jogou basquete na altura. Tenho os meus tios também que praticaram a modalidade, mas não chegaram ao nível profissional.
Recentemente, vestindo a camisola do Ferroviário da Beira sagrou-se campeão nacional. Qual foi a sensação desta conquista, diante de uma equipa onde foi formado?
Por um lado foi eufórico, porque representei durante muito tempo o Ferroviário de Maputo. Por um lado, foi um pouco triste, porque venci aos meus antigos colegas, que eles tive muitas experiências antes de passar para Beira. Contudo, foi uma sensação gratificante.
No jogo da final foi melhor marcador com 27 pontos. Qual foi o segredo?
O segredo foi ter muita concentração durante o tempo em que estive em campo. Nem eu próprio sabia que fiz 27 pontos, só vi no final do jogo. Quando o jogo decorre, o que queremos é marcar e não deixar o adversário empatar e passar para frente. No dia da final, os meus colegas estavam a passar-me bem a bola para lançar e fazer o maior número de pontos possíveis. Sem contar com a força dos treinadores que diziam que tenho que procurar marcar sempre que as oportunidades surgissem. Então, toda a equipa trabalhou para alcançarmos o objectivo.
Cleveland Cavaliers nos sonhos de ubisse
Todo o jogador profissional tem sonhos. Quais são os seus?
A nível nacional sonho em continuar a ganhar mais títulos. A nível internacional gostaria de ter uma oportunidade de jogar fora do país e ter mais conquistas. Como qualquer jogador do basquete, eu também não fujo a regra: Gostaria de jogar na Liga norte-americana, nesse caso na NBA, concretamente nos Cleveland Cavaliers.
O que significa para si fazer parte da selecção sénior de basquetebol?
Fazer parte da selecção para mim, assim como para qualquer outro jogador, é gratificante, porque representamos os milhões de habitantes do país. Não é fácil e qualquer atleta que é chamado a selecção deve seguir os objectivos traçados pelos técnicos em nome da nação.
Sabe-se que a selecção vai a Tunísia disputar o Afrobasket. Estão num grupo onde faz parte a África do Sul, Egipto, Senegal. O que esperam nesta competição?
Estamos cientes que não será fácil, porque é o grupo mais forte do Afrobasket, onde a equipa teoricamente mais fraca é a África do Sul. As outras equipas já foram campeãs africanas, contudo vamos para lá para tentar uma classificação melhor que das edições anteriores da prova, como tem sido sempre.
Para além de jogar basquete, o que é que o Elton faz?
Sou estudante, na área de Engenharia Civil, pela Universidade Jean Piaget.
Não foi fácil fazê-lo gostar do básquete
A mãe do nosso entrevistado também foi jogadora de basquetebol e contou para a nossa equipa que foi difícil convencer o filho a gostar da modalidade.
Conta-nos como conseguiu colocar o Elton no básquete.
Como mãe sempre acompanhei o desenvolvimento do meu filho e notei que tinha qualidade para praticar a modalidade. Conversei com o treinador Papaito e levei a ele para treinar no Ferroviário de Maputo, mas foi difícil. Hoje, é uma estrela e eu sou fã. Estou orgulhosa e acompanho passo a passo a sua evolução.




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