Selecção nacional de basquetebol sénior masculina estreia-se hoje no “Afrobasket” 2017
Renovada e focada em contrariar as adversidades, a selecção nacional de basquetebol sénior masculina estreia-se, hoje, no “Afrobasket” 2017. Com cinco “rookies”, ou seja, estreantes, que se inspiram nestes versos do Pátria Amada: “cresce o sonho ondulando na bandeira. E vai lavrando na certeza do amanhã”.
Adversário de hoje? Egipto, penta-campeão africano de basquetebol: 1962, 1964, 1970, 1975 e 1983.
Respeitados no continente, até pelo seu historial, os egípcios ocuparam os lugares de pódio pela última vez na última década, em 2013, quando perderam na final diante de Angola e ficaram em segundo lugar. Hoje por hoje, tem em Ibrahim El-Gammal, o seu líder na quadra.
Gammal esteve no cinco ideal do “Afrobasket” de Radès, na Tunísia.
Mas, cá no burgo, temos os nossos valores. Há dois anos, em Radès, Tunísia, o explosivo Elton Ubisse marcou a sua estreia no “Afrobasket”, prova na qual terminou com médias de 6.8 pontos e 4.6 ressaltos por jogo.
É uma das unidades, salvo a diferença com adversários mais possantes, que poderá dar luta nas tabelas e apresentar-se determinante nas segundas bolas. Segundo base no último “Afrobasket”, Baggio Chimonzo poderá – face alesão de Pio “Lingras” Matos Jr. e ausências de Ismael “Timo” Normamad e André “Papaíto” Velasco – assumir o papel de armador principal.
Ao nível do tiro exterior, Francisco “Chiquinho” Macarringue (estreante em fases finais) e Hermelindo “Mindo” Novela são opções para o espanhol Inak Garcia.
Ele que conta, igualmente, com os “rookies” Ivan Machava, Milton Caifaz, Ronaldo Geneto e Inélcio “Chirinho” Chire, jogadores com potencial e que pretendem justificar o chamamento da pátria com boas exibições.
Com uma equipa baixa, a selecção nacional poderá capitalizar transições rápidas, jogo exterior e defesas aguerridas, sobretudo, neste último quesito, na primeira linha. Passam, e fica na retina, 34 anos desde que Moçambique logrou ocupar o quinto lugar no “Afrobasket” de 1983, em Alexandria, Egipto, naquela que foi a melhor classificação de sempre na história dos campeonatos africanos.
Reza a história que, inserido no grupo “B”, Moçambique terminou em terceiro lugar atrás do Senegal e Costa do Marfim, tendo conseguido uma vitória depois, diante da Argélia, que permitiu classificar-se em quinto, numa prova que contou com a participação de 10 selecções.
Magoliço, o recordista
No alto dos 1.99 metros e 32 anos, Maguila, Octávio Magoliço, faz a sua sétima aparição no Campeonato Africano de Basquetebol sénior masculino. O “power-forward” terá como suporte, no “Afrobasket” 2017, outro experiente que dá pelo nome Custódio Muchate, seu companheiro há anos no Ferroviário de Maputo.
De resto, estes têm a particularidade de, ainda novos, terem dado cartas no Campeonato Nacional de Basquetebol sénior masculino realizado na Beira, em 2000. Custódio Muchate representava a Académica, enquanto Octávio Magoliço jogava no Costa do Sol, conjunto que acabou sagrando-se campeão nacional. De lá para cá, foi só evoluir. Mas estes são outros factos. Tanto Muchate quanto Magoliço são as reservas morais da selecção nacional no “Afrobasket” do Senegal. Terão, e não é exigir muito, responsabilidade conduzir a nau, naquela que se adivinha ser a sua última aparição no “Afrobasket”.




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