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Khanimambo, senhor basquetebol!

Nasir Salé foi homenageado hoje
Há “gajos” bons. Fiéis, e como, ao seu “métier”. Daí as suas brilhantes careiras e percursos únicos, marcados por êxitos. Feitos inéditos.

Os três títulos de campeão africano de basquetebol seniores femininos por si conquistados, a formação de uma geração de atletas ganhadores e o culto de disciplina nas suas equipas são marcas do seu alto sentido de profissionalismo.

Marcas, essas, que não escapam aos olhos dos amantes da modalidade da bola ao cesto. Estes que, hoje, curvaram-se perante a sua obra. Seu enormíssimo contributo para o basquetebol moçambicano.

Nelito, o metódico, foi homenageado pelos troféus da Taça dos Clubes Campeões Africanos de basquetebol em seniores femininos conquistados ao serviço do Desportivo (2007, em Maputo, e 2008, no Quénia) e Liga Desportiva de Maputo (2012, em Abidjan, Costa do Marfim).

Mas não foi só por isso que “gente” do basquetebol o homenageou em pleno pavilhão do Desportivo, onde viveu e transmitiu grandes emoções. 

Nelito fez muito mais quer nos masculinos quer nos femininos.

Ilídio Caifaz, ele que trabalhou com Nelito aquando da sua passagem pela Federação Moçambicana de Basquetebol, contextualizou o motivo da homenagem. Sílvia Langa, figura ligada à organização, falou dos passos dados até se chegar a mesma.

Khaimane de Deus e Ana Flávia Azinheira, ex-atletas no Maxaquene; e Anabela Cossa, campeã africana de clubes com Nelito no Desportivo e extinta Liga Desportiva, traçaram o seu perfil e falaram da sua rica experiência ao trabalhar com Nelito. Ubaka, o talentoso cantor, rendeu-se ao “coach” e dispensou “cachê” para interpretar alguns números durante a homenagem. Emocionado, Nelito agradeceu o gesto. E chorou!

Regresso aos masculinos

Em Fevereiro de 2016, Nasir Salé foi apresentado como treinador da equipa sénior masculino de basquetebol do Ferroviário da Beira, campeã nacional.

De resto, Salé regressava ao comando de uma equipa sénior masculino 17 anos depois de ter conduzido o Maxaquene ao título. O primeiro ano, 2016, não correu de feição. Perdeu no quinto jogo final da Liga Nacional de Basquetebol com Ferroviário de Maputo, por 69-56.

Este ano, precisamente em Agosto, veio a redenção. Numa decisão “à negra”, o Ferroviário da Beira venceu o seu homónimo de Maputo (69-58) no quinto jogo da final da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.

17 anos depois, Nelito voltava a conquistar um titulo ao nível dos seniores masculinos.

Percurso brilhante nas selecções

Nelito tem o mérito de ter conduzido a selecção nacional ao Mundial de Basquetebol, na Turquia, em 2014. Tal se deveu ao segundo lugar alcançado no “Afrobasket” de 2013, em Maputo, competição na qual Moçambique ficou em segundo lugar após perder com Angola, por 64-61.

Em 2003, mas na qualidade de ajunto do americano Nelson  Guiliam Isley, Nasir “Nelito” Salé conduzira Moçambique ao segundo no “Afrobasket” também disputado em Maputo. A Nigéria, superiormente comandada por Mfon Udoka, frustrou o sonho de Moçambique de conquistar a prova e qualificar-se para o torneio feminino de basquetebol dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.  Em 2005, o metódico “coach” foi também adjunto de Nelson Guiliam Isley na selecção nacional que viria a ocupar o terceiro lugar no “Afrobasket” feminino da Nigéria. Nessa competição, a selecção nacional venceu a RD Congo (59-51) no jogo de atribuição do terceiro lugar, com a polivalente Rute Elias Muianga a estar em destaque ao contabilizar 19 pontos e três ressaltos.

Este ano, após regressar à selecção nacional, Nasir Salé levou as “Samurais” ao quarto lugar no “Afrobasket” de Bamako, Mali. Mas há a destacar a medalha de ouro conquistada pela selecção nacional nos Jogos da Lusofonia, em 2014, na Índia. Sob o comando de Nasir “Nelito” Salé, a selecção nacional derrotou na final Angola (73-49). 

Em 2006, com a selecção sub-20, Nelito conquistou a medalha de prata no Campeonato Africano da categoria que teve lugar em Maputo. Faziam parte desse conjunto jogadoras como Janete Monteiro, Anabela Cossa, Vaneza Júnior, Nádia Zucule, Cláudia Chembene, Odélia “Mafa” Mafanela, Deolinda Gimo, entre outras. Estas foram as melhores prestações da selecção nacional sob o comando técnico de Salé e seus pares.

 

 


 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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