Home Desporto Desporto “Estamos a trabalhar dentro do programa do COJA”

“Estamos a trabalhar dentro do programa do COJA”

José Solomone Cossa, director-geral do COJA:

O director geral do Comité Organizador dos Jogos Africanos, José Solomone Cossa, garante que Moçambique vai organizar, com sucess, os X Jogos Africanos, evento a decorrer de 3 a 18 de Setembro de 2011.

Comecemos pelo que foi mais relevante nos últimos tempos quando se fala do COJA que foi a visita do primeiro-ministro. Ele disse, no final, que estava preocupadíssimo com o que estava em torno destes jogos. Isso soou pouco a assusto para muitas pessoas. Há ou não lugar para o primeiro-ministro estar preocupado?

Em primeiro lugar, muito obrigado. O COJA garante que em Setembro do próximo ano Moçambique vai acolher o maior evento desportivo ao nível do continente africano. Estamos a trabalhar, cumprindo um plano de actividades. Um programa definido em 2009 para o período 2009-2011. Dentro do COJA, funcionam sub-comissões que se ocupam em grande áreas dentre as quais a alimentação, transportes, infra-estruturas, por aí em diante.  Criou-se várias fases de execução deste trabalho. A primeira fase, e aquela normal que foi a concepção deste projecto a partir da altura em que o Governo tomou a posição de assumir os Jogos. Portanto, criou um decreto para criar o COJA. A partir daí começámos a desenvolver as nossas actividades, desde a elaboração do plano estratégico, actividades e orçamento para este período e não só. A preparação de infra-estruturas, realização de suas actividades, equipar e recrutar recursos humanos

Vamos olhar para o cronograma mais adiante. Olhemos para questões de enquadramento geral para que as pessoas fiquem familiarizadas. Quando o primeiro-ministro aparece em público a dizer que está preocupado com alguma coisa, é porque necessariamente e algo grave...

Grave podia ser, mas não é. Nós estávamos a trabalhar dentro do COJA em acções própias organizativas relacionadas com o própio processo do evento. São acções que não podiam, naquele momento, ser divulgadas. Tinham que ser, primeiro, trabalhadas e organizadas de modo a permitir que a informação viesse para fora. Caso concreto, deve ter acompanhado, o COJA assinou um contrato de marketing e comunicação integrada com a empresa Ferro & Ferro que tem esta acção de comunicação. Ou seja, garantir que a informação seja divulgada nos media. E este programa de actividades que existia, devia começar em Agosto. A assinatura do contrato foi em Abril, mas devido a ansiedade e ligado aquilo que aconteceu com o hóquei em patins, a informação saiu. Nós não nos apercebemos disso. Mas sabíamos que havia problemas no hóquei em patins. No processo de planificação no COJA,  estamos a trabalhar dentro do programa. Portanto, não estamos atrasados. 

O primeiro-ministro não estava devidamente informado daquilo que o COJA estava a fazer?

Essa é a informação que faltava.

Mas não há  um mecanismo de prestação de informação junto do Governo por parte do COJA que e, digamos, uma entidade inter-ministerial?

Nós temos. Inclusive, a nossa informação é prestada ao nível do Conselho de Ministros. Foi um período de interregno que houve porque, recentemente, como deve ter acompanhado, acabávamos de assinar contrato com a empresa de marketing para além de lançarmos a pedra da construção da vila de jogos. Tínhamos assinado o contrato para a construção da vila olímpica. Havia um trabalho no terreno feito, mas era preciso dar continuidade. Este trabalho era relacionado com a reabilitação de infra-estruturas desportivas para acolher os jogos. Este era outro processo. E não só. Também começamos a desenvolver os termos de referência necessários para a contratação de serviços para várias áreas desde transportes à alimentação. 

De qualquer das maneiras, a transmissão destes jogos foi, digamos, um processo fora do normal já que houve uma desistência da Zâmbia. O Governo moçambicano acabou por assumir a organização destes jogos um pouco fora daquilo que é  o padrão de tempo de antecedência para organização de jogos desta natureza. Depois, a meio do percurso, houve a saída do antigo director. Deu uma sensação de que isto podia ter criado sobressaltos no funcionamento do COJA. Como director, o que foi encontrar no COJA?

Os dossiers estão lá. Há um trabalho que foi desenvolvido. Os processos estão lá. É a partir desse trabalho que estamos a dar continuidade da realização desta parte que se segue. Vamos desenvolver, quer da assinatura do contrato, na altura em que entro, e lançamento da pedra.

Mas havia uma base criada?

Havia uma base criada. Foi apenas necessário pegar naquele trabalho que existia e desenvolvermos.

Era uma boa base?

É uma base que necessitou de uma reestruturação dai que fizemos o seminário há pouco tempo para consolidarmos os planos de actividades, orçamento e cronogramas de modo a podermos avançar. Este era um processo que estava na forja. Estava em preparação. Nunca tinha havido este tipo de seminário que permitisse todas as pessoas juntamente as sub-comissões  e direcção do COJA analisar de forma critica aquilo que são os planos do COJA. E aquilo que não estava bem, corrigir e aceitar que temos que avançar de forma reestruturada.

Em meados do mês passado, o jornal “Domingo” publicou uma reportagem que dava conta de um ambiente pouco são no COJA derivado de disparidade salariais. Isso é verdade?

Aqui tem duas coisas. Uma coisa é salários outra e subsidio. Portanto, as pessoas que vêm trabalhar no COJA vem dar a sua prestação de apoio. São pessoas provenientes de vários ministérios e já têm lá os seus salários. Quando vem ao COJA, vem participar de forma inter-ministerial. Dão as suas contribuições partindo de um principio que são aquelas que podem dar o contributo ao nível das suas áreas. (...).  Por exemplo, se for alguém do ministério da Justiça, dada a natureza que é o COJA e o programa que tem que realizar, tem implica tratamento excepcional. Os elementos desempenham este papel, tal como quando falamos de segurança que e uma parte importante dos jogos.

Mas havia esse mau ambiente devido a essa disparidade de subsídios. Sentiu alguma agitação?

Nem tanto. Uma e outra pessoa. O grande mal foi não ter sido pago os subsídios ao longo deste tempo. Esse foi o único problema. Em termos de agitação de as pessoas não irem trabalhar, em nenhum momento.

Uma reportagem subsequente do mesmo jornal, revelava que membros das diversas sub-comissões não aparecem nos trabalhos...

Nós, nos encontros de trabalho, às quartas-feiras, restabelecemos esse calendário. Passamos a ter encontros de choque às sextas-feiras dado a necessidade de imprimir nova dinâmica. Um e outro é que não aparece dada a sobreposição de tarefas. Mas vamos ultrapassar esta situação porque estamos a contratar pessoas que vão servir de interface com as sub-comissoes e direcções.    

Como disse, no início, a retirada do Mundial de Hóquei em patins criou uma ideia, algum pessimismo. Sentiu esse pessimismo das pessoas no sentido de que não estamos preparados para acolher eventos grandes no pai e provavelmente o COJA apanhou, digamos,  por tabela. Agora que a tempestade serenou, pode-nos garantir que está tudo nos carris para organização da prova?

Nós estamos a trabalhar a todo o gás para que, de facto, de 3 a 18 de Setembro os jogos sejam uma realidade e sucesso. Este é que é o nosso trabalho. Em relação aos programas, estamos, portanto, à vontade. O que é preciso é que as coisas comecem a acontecer. Nós estamos a dar informação sobre aquilo que vai acontecer nos próximos tempos.

Há sensivelmente um ano e dois meses da organização deste evento, o que já foi feito e o que falta fazer?

O COJA está instalado. Já existe e elaborou o seu regulamento interno. Existem os instrumentos de gestão necessários para avançar. Já lançámos o concurso para a construção da vila olímpica, parte básica para construção dos 106 apartamentos que vão albergar os 6500 atletas que contamos com eles. Lançámos o logotipo, realizámos trabalho dos termos de referência. Estamos, neste momento, a lançar os concursos para a reabilitação dos pavilhões que vão acolher os jogos-42. Estamos a a fazer de tudo para marcarmos presença na FACIM e lançarmos a mascote dos jogos, bem como a revista. Por outro lado, o quadro da contagem regressiva que será colocado na praça da Independência. Enquanto isso, há um trabalho para a fiscalização das obras da vila olímpica dos jogos (...).

Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
 

Fotogaleria: Conferência Económica

Fotogaleria: Manifestações 1 de Setembro

Temos 189 visitantes em linha
  
Edição ImpressaO Tempo

   

MAPUTO

  

INHAMBANE

   34/16
29/18
   BEIRA

 

NAMPULA

   27/18
 30/19
 

Moçambola 2010 / 19ª Jornada

  
  J

V

E
 D

GM GS
 Pts

 Liga Muçulmana  19 14 2
 3
 34
 9
 44
 Ferroviário de Maputo  19 12  4
 3
 33 14 40

 Maxaquene  19  10
 5
 4 19  12 35
 HCB de Songo  19  9
 8
 2
 19  9
 35

 Matchedje  19  7
 5
 7
 12 16  26

 Desportivo  19 6
 6
 7
 14 17  24

 Ferroviário da Beira
  19 6
 5
 8
 16  20
 23

 Vilankulo FC
  19  5
 8
 6
 10
 16 23

 Sporting da Beira
  19 5
 6
 8
 19  19  23
10º Costa do Sol  19  6
 4
 9
 26 22 22
11º
 Textáfrica  19 4
 7
 8
 13  19  19
12º
 Atlético Muçulmano
  19 3
 8
 8
 13  22  17
13º
 FC Lichinga  19 3
 7
 9
 9
 21  15
14º
 Ferroviário de Pemba  19 4
 2
 13 12 24 14