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25 de Março
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Economia

Crise não pode ser resolvida à volta de um brandy

Crise não pode ser resolvida à volta de um brandy

Não se pode comparar a cimeira do G20 e a conferência de Bretton Woods

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BCI com lucros de 16 milhões de euros em 2008

O Banco de Comércio e Investimento de Moçambique (BCI), detido em 51 por cento pela CGD, obteve lucros de cerca de 16 milhões de euros em 2008, "os melhores resultados da sua história", anunciou hoje a instituição. Os lucros que o BCI atingiu no ano passado representam um aumento de 19 por cento, comparativamente ao lucro que conseguiu em 2007, refere o balanço hoje apresentado pelo presidente da comissão executiva do banco, Ibrahimo Ibrahimo. Os activos líquidos aumentaram 26,41 por cento, chegando aos 667 milhões de euros. O volume de crédito a clientes subiu 53,63 por cento, para mais de 360 milhões de euros, indica ainda a avaliação do exercício de 2008. Em consequência do desempenho alcançado no ano passado, o BCI controla hoje uma quota de mercado no crédito a clientes de 30,92 por cento, contra 29 por cento em 2007, e de 24, 23 por cento, ao nível dos depósitos. Os lucros conseguidos em 2008 permitiram ao BCI elevar o seu rácio de solvabilidade de oito por cento, em 2007, para 16 por cento, em 2008. "Os bons resultados que obtivemos no exercício findo deram aos clientes uma maior margem de incorporação dos lucros no activo da empresa. O banco está hoje mais consolidado que antes", afirmou Ibrahimo Ibrahimo. Com os resultados de 2008, o BCI está firme na posição de segunda maior instituição financeira moçambicana, logo atrás do Banco Internacional de Moçambique (BIM), maioritariamente controlado pelo Millennium BCP.

BM financia projectos de desenvolvimento

O Banco Mundial vai disponibilizar um crédito no valor de 25 milhões de dólares americanos, destinados a financiar projectos de apoio a competitividade e desenvolvimento do sector privado em Moçambique.
Para o efeito, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, e o Director Regional do Banco Mundial, Michael Baxter, rubricaram hoje, em Maputo, o acordo de crédito para a implementação do projecto que visa melhorar o ambiente de negócios e aumentar a competitividade no país.

Falando a margem da cerimónia, Cuereneia disse que o acordo, que vai beneficiar as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), será implementado através da unidade criada para o efeito no Ministério da Indústria e Comércio (MIC), com parceria com a Confederação das Associações Económicas (CTA), para a provisão dos fundos.

“Vamos ter uma unidade de implementação no Ministério da Indústria e Comércio (MIC) que, em parceria com a Confederação das Associações Económicas, que se encarregará de providenciar os fundos para o apoio ao sector privado, em particular as pequenas e médias empresas”, explicou o ministro.

O projecto, segundo o ministro, contribuirá para a concretização dos objectivos do Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA II) de redução da pobreza, no qual o sector privado desempenha um papel impulsionador no crescimento do emprego.

Além deste objectivo-mo, o projecto vai ajudar também a melhorar as empresas moçambicanas, desenvolver as micro-empresas e implementar a política de qualidade.

Michael Baxter, director regional do banco, disse, por seu turno, que o projecto vai melhorar o ambiente empresarial, através da redução de barreiras para o início da actividades rentáveis e do custo de fazer negócio e promover o acesso a financiamento para as PMEs.

Baxter disse, por outro lado, que o mesmo aumentará a competitividade económica nas zonas rurais, por via do fortalecimento das ligações entre os agricultores e mercados, e da promoção de exportações de produtos agrícolas de alto valor.

O posicionamento de Moçambique como destino turístico de classe mundial, por via do aumento da participação de empresas locais e PMEs no investimento na área do turismo, e o melhoramento da capacidade do governo de regular e supervisar o sector é outro grande objecto do projecto.

O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Salimo Abdula, que o apoio terá uma certa influência na capacitação as PMEs, para as tornar mais competitivas face ao desafio que o país enfrenta no mercado regional e global.

Abdula, que não avançou detalhes em relação as grandes prioridades dada a necessidade de conhecer melhor a matriz do projecto, afirmou, no entanto, que a capacitação das pessoas em frente do sector privado e a transformação das PMEs em unidades mais produtivas são alguns dos objectivos preconizados.

“Uma das prioridades é a capacitação das pessoas que estão em frente do sector produtivo e a transformação das PMEs em unidades mais produtivas, viradas para o crescimento da agricultura no tocante ao agro-processamento” apontou Abdula.

Namburete pede apoio ao Banco Mundial

O ministro da Energia, Salvador Namburete, defendeu na última segunda-feira, em Washington, Estados Unidos, a necessidade dos países em vias de desenvolvimento fazerem uso e aproveitamento dos seus recursos energéticos, incluindo o carvão, tendo em consideração os efeitos sobre o meio ambiente.  Falando do caso específico de Moçambique, o ministro fez saber que o governo aprovou recentemente a Estratégia de Energia que preconiza a utilização de tecnologias de redução das emissões do dióxido de carbono, impondo-se para tal a necessidade de esforços globais na disponibilização dos recursos financeiros necessários. Salvador Namburete deverá manter encontros com o Banco Mundial para discutir formas de uma maior participação daquela instituição no apoio ao sector de energia em Moçambique, incluindo nos projectos de impacto regional, designadamente, a linha de transporte de energia eléctrica Tete/Maputo e o projecto de interligação Moçambique/Malawi.  Ainda na cerimónia de abertura da semana de energia, cujo lema é “Energia, Desenvolvimento e Mudanças Climáticas”, alguns intervenientes destacaram o exemplo de Moçambique como produtor de carvão e defenderam que o país deve ter acesso aos recursos e tecnologias necessárias para uma exploração sustentável.  Brevemente, realiza-se em Copenhaga uma conferência que visa a redefinição do actual Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, de modo a assegurar a participação activa dos países em desenvolvimento nas acções necessárias, para fazer face ao fenómeno do aquecimento global.

Crise económica afecta moçambicanos na Europa

A onda de despedimentos resultante da crise económica internacional está a afectar moçambicanos na Europa e alguns pretendem regressar ao país, disse hoje à agência Lusa o deputado moçambicano que representa o círculo eleitoral europeu, Raimundo Mapanzene. Falando à Lusa sobre a situação dos emigrantes moçambicanos na diáspora, onde, no geral, existe “racismo latente”, Raimundo Mapanzene alertou para ocorrência de eventuais “convulsões sociais” devido à crise económica mundial.  Segundo estimativas de Raimundo Mapanzene, no exterior - onde nunca houve um recenseamento feito pelo Governo de Moçambique - residem “aproximadamente 30 mil imigrantes moçambicanos”.  “Há moçambicanos que estão a ser despedidos. Tenho casos de moçambicanos que estão a ser despedidos nalgumas empresas de construção, cadeias de supermercado. Há caso consumados de despedimentos. Por aí diria que a crise está a afectar os moçambicanos”, disse à Lusa o deputado à Assembleia da República de Moçambique. Raimundo Mapanzene é o único deputado moçambicano, eleito pelo Partido FRELIMO, no poder, que representa a comunidade moçambicana nos círculos eleitorais de Portugal e Alemanha. “Aliás, uma das coisas que estamos a fazer para acolher esses moçambicanos é dialogar com sectores apropriados do governo no sentido de não esperarmos situação xenófobas como aquelas que ocorreram na África do Sul”, disse. Segundo o parlamentar, os moçambicanos despedidos devido à crise económica são os que, na sua maioria, dependem mais de sistemas de segurança social dos países onde residem, onde trabalham por conta de outrem e onde o posto de trabalho pode ser ocupado por outra pessoa, de preferência nacional. O deputado referiu estar em diálogo com “sectores apropriados do Governo” de Moçambique, para evitar que os moçambicanos que estão a ser despedidos sejam vítimas de ataques xenófobos, à semelhança do que aconteceu no início do ano passado na África do Sul.  “Não podemos esperar por crise ou convulsões sociais. O país tem que estar permanente preparado para acolher os compatriotas que estão fora e que são contribuintes indirectos, os que enviam remessas por mecanismos formais ou informais”, afirmou.  Raimundo Mapanzene descreveu a situação dos emigrantes moçambicanos como tendo crescido, apontando casos de alguns que, apesar da crise, não ficarão com os seus empregos afectados directamente, supostamente por serem “quadros chave” nas suas instituições. “Mas também temos casos de moçambicanos que nos dizem que a crise não os afectará. Moçambique tem técnicos que desempenham cargos relevantes em empresas europeias”, explicou. A Europa nunca foi, tradicionalmente, um destino de emigração de moçambicanos, que preferem trabalhar na vizinha África do Sul. No ano passado, na sequência de uma onda de ataques xenófobos, mais de 30 mil moçambicanos abandonaram a África do Sul, onde residiam, voltando para os lugares de origem.

Pepsi em Moçambique desde Fevereiro

A multicional Pepsi já está a operar no mercado nacional desde Fevereiro .

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Vale vai formar técnicos da área mineira

Vale vai formar técnicos da área mineira

O número vai aumentar gradualmente ao longo dos anos.

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Primeira-ministra empossa novos dirigentes

Primeira-ministra empossa novos dirigentes

A primeira-ministra moçambicana, Luísa Diogo, empossou ontem dois novos dirigentes administrativos para duas instituições distintas.   Diogo empossou Augusto Tomo Psico para o cargo de presidente do Conselho de Administração (PCA) do Instituto Nacional de Turismo (INATUR), recentemente criado. Por sua vez, Alberto Sidónio Bila foi empossado para o cargo de administrador do Banco de Moçambique. A dirigente moçambicana disse no acto de empossamento do PCA da INATUR que espera que o mesmo concentre esforços no sentido de colocar a instituição a funcionar como um instrumento catalizador de iniciativas de desenvolvimento do turismo no nosso país. Em relação a Sidónio Bila, Luísa Diogo disse que a sua nomeação como administrador numa altura em que ao Banco de Moçambique se coloca o enorme e complexo desafio de consolidar medidas visando prevenir e controlar o impacto da actual crise financeira internacional, reflecte a restruturação interna do banco.

Crise financeira atrasa programa do governo em Angola

Crise financeira atrasa programa do governo em Angola

O chefe do estado angolano, José Eduardo dos Santos, revelou, em Luanda, que a actual crise financeira e económica mundial obrigou o seu governo a “reajustar” a programação dos seus projectos em carteira. “Este ano não começou bem para nós. A crise económica e financeira mundial que atingiu profundamente os países mais desenvolvidos acabou por afectar igualmente a nossa economia”, afirmou. Falando na abertura da XIV sessão ordinária do comité central do seu partido, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder), Dos Santos explicou que as receitas orçamentais provenientes dos petróleos e dos diamantes “diminuíram significativamente”. Esta circunstância, disse, obrigou o governo, sob orientação do partido, a reajustar os prazos dos projectos ambiciosos que tinha em carteira para aplicar o programa aprovado pelos eleitores em 2008. Por isso, os primeiros três meses deste ano foram dedicados, nomeadamente, à revisão dos programas executivos e respectivas estruturas de implementação, bem como à identificação e mobilização das fontes externas e internas de recursos financeiros adicionais, indicou. Ultrapassada esta fase, disse, o seu governo está agora em condições de iniciar, a partir de Abril próximo, “a concretização de programas sociais, tais como os da habitação, da agricultura, do desenvolvimento rural e da produção de material escolar, entre outros”. A este propósito, anunciou para o mesmo mês uma conferência sobre a habitação, na qual participarão representantes do governo, das empresas, das cooperativas e da sociedade civil.O evento servirá para o governo expor ideias sobre os seus planos e auscultar opiniões e recomendações, bem como identificar operadoras interessadas em contribuir para a resolução do problema habitacional em Angola.

Desemprego em Portugal diminuiu remessas para Cabo Verde

Desemprego em Portugal diminuiu remessas para Cabo Verde

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, reconheceu ontem que o aumento do desemprego em Portugal teve impactos em Cabo Verde, através da diminuição das remessas dos emigrantes, que têm sido fundamentais no processo de reconstrução do país. “A crise tem impacto na comunidade cabo-verdiana. Há um crescimento do desemprego e haverá também impacto em Cabo Verde, com a diminuição das remessas”, disse à agência Lusa o primeiro-ministro de Cabo Verde, durante uma visita a Sintra. José Maria Neves referiu que o fluxo migratório para Portugal tem diminuído e considerou que é importante “trabalhar a comunidade para preparar-se para fazer face à crise e conseguir manter o seu emprego e o seu nível de rendimento”. “Há alguns problemas que têm a ver com a inserção social, designadamente problemas de habitação, exclusão, bem como problemas de inserção profissional. “É preciso garantir uma adequada qualificação dos jovens das diferentes comunidades, para permitir não só que tenham uma boa inserção sócio-profissional, mas que possam também conseguir mais rendimentos para as famílias e melhores condições de vida”, acrescentou Maria Neves. Segundo o dirigente cabo-verdiano, “a comunidade cabo-verdiana na diáspora é fundamental para o desenvolvimento político, cultural e económico de Cabo Verde”. “Os cabo-verdianos em Portugal têm sido fundamentais no processo de reconstrução do nosso país, e é por isso que é importante que o chefe do governo discuta com a comunidade as principais questões que têm a ver com o desenvolvimento de Cabo Verde”, disse. A situação para a economia deste país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, pode agravar-se na medida em que a sua comunidade residente nos Estados Unidos da América, Países Baixos, Alemanha está igualmente ameaçada com a alta de desemprego.Refira-se que entre os países africanos, Cabo Verde e São Tomé e Princípe são os que mais dependem das remessas das suas comunidades na diáspora. 

Euro volta a desvalorizar face ao dólar

Euro volta a desvalorizar face ao dólar

O euro fechou esta segunda feira novamente a perder valor face ao dólar, mantendo a tendência da sessão de sexta-feira, com a moeda norte-americana a beneficiar do facto de os investidores voltarem a percepcionar a moeda dos EUA como um activo relativamente seguro. Às 18:00, o euro valia 1,3167 dólares, abaixo dos 1,3294 dólares a que negociava na sexta-feira à mesma hora. O euro fechou o dia também a desvalorizar contra as moedas rivais britânica e nipónica. Divisas.................Hoje................Sexta-feira Euro/dólar..............1,3167................ 1,3294 Euro/iene...............128,29................ 130,29 Euro/libra..............0,9263............... 0,9303 Dólar/iene..............97,44.................98,01

 Quatro anos com economia a crescer 6 a 8%

Quatro anos com economia a crescer 6 a 8%

A economia moçambicana cresceu anualmente entre seis e oito por cento e as exportações superaram as importações, nos últimos quatro anos do actual Governo, cujo mandato termina em finais deste ano, refere um balanço do executivo. Numa avaliação do desempenho social e económico do Governo de Armando Guebuza feita ao parlamento moçambicano, a primeira-ministra, Luísa Diogo, afirmou que o Produto Interno Bruto de Moçambique (PIB) vai atingir este ano 267 mil milhões de meticais (7,7 mil milhões de euros), contra apenas 129 mil milhões de meticais (3,6 mil milhões de euros), em 2005, primeiro ano do mandato do actual executivo. Luísa Diogo disse que o enfoque da acção do Governo nos últimos quatro anos incidiu sobre os distritos, o que resultou na afectação de cinco mil milhões de meticais (143 milhões de euros) ao Orçamento de Investimento de Iniciativa Local e a criação de 108 mil novos postos de trabalho nas zonas rurais. No sector da educação, foram construídas nos últimos quatro anos mais de 12 mil novas escolas, contra as 9.655 escolas que existiam em 2004. A taxa líquida de escolarização entre as crianças moçambicanas passou de 74,2 por cento, para 99,2 por cento, o que permitiu o ingresso no ensino da quase totalidade das crianças moçambicanas, referiu ainda a primeira-ministra moçambicana.

EDM perdeu 25 milhões USD devido a sabotagens

EDM perdeu 25 milhões USD devido a sabotagens

A empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) perdeu 25 milhões de dólares devido ao roubo de material eléctrico e a ligações clandestinas protagonizadas durante o exercício económico de 2008. Com este prejuízo podem ser ligadas à rede eléctrica nacional entre 5 a 6 sedes distritais do país, conforme avançou o presidente do Conselho de Administração da empresa, Manuel Cuambe. Para além destas perdas resultantes de sabotagem do equipamento da EDM e do uso ilegal da energia da empresa, ocorreram outras perdas técnicas na instituição, tendo-se situado nos 104 KWH no total de energia produzida no ano transacto. De acordo com Manuel Cuambe, as cidades de Maputo e Matola – no sul do país  – e da Beira, no centro, são as que lideram a lista dos sabotadores da rede de distribuição eléctrica da EDM, inclusivamente no uso clandestino de energia da instituição. Como forma de retrair estes actos de vandalismo, a empresa pública de produção e distribuição de energia no país concebeu um plano avaliado em 6 milhões de dólares, onde serão envolvidos vários intervenientes da sociedade moçambicana (população, agentes da polícia e os próprios funcionários da EDM)

SADC quer "ressuscitar" economia do Zimbabué

Os chefes de Estado e de governo dos 15 Estados-membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) discutem segunda-feira em Mbabane, Suazilândia, a execução de um plano de recuperação da economia zimbabueana.Sob a presidência da África do Sul, a SADC vai analisar também a situação política em Madagáscar na sequência da deposição do presidente Marc Ravalomanana, tentando encontrar soluções para o regresso do país à ordem democrática e constitucional.A organização, que não reconhece a administração do auto-proclamado presidente Andry Rajoelina, irá deliberar sob a batuta do seu secretário-executivo, Tomaz Salomão, relativamente aos próximos passos a encetar pela região no sentido de repôr a normalidade em Madagáscar, segundo refere uma nota da Presidência sul-africana.A “troika” do órgão de política, defesa e segurança da organização esteve hoje reunida na capital da Suazilândia para preparar propostas para serem submetidas segunda-feira aos Chefes de Estado e de governo.A cimeira extraordinária, que é precedida de uma reunião do conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros dos 15, a decorrer hoje em Mbabane, vai procurar fontes de financiamento para um plano de reanimação da paralisada economia do Zimbabué, que, segundo os seus membros, possa dar alguma garantia de sucesso à administração conjunta Zanu-FP e MDC, protagonizada pelo governo de unidade nacional empossado há pouco mais de um mês em Harare.Segundo os sul-africanos – que vêm pedindo ao Ocidente que ponha fim às sanções impostas a Harare - os ministros das Finanças da SADC, que reuniram recentemente na Cidade do Cabo, têm já o esboço de um plano de recuperação económica para o Zimbabué, embora não seja ainda claro de onde virão os pelo menos 2 mil milhões de dólares que o executivo de Morgan Tsvangirai afirma serem indispensáveis para pôr em movimento a economia.Os Estados Unidos, a União Europeia e outros países que impuseram sanções individualmente a Harare por não confiarem na figura do ainda presidente Robert Mugabe, que acusam de ter destruído a economia e violado os direitos humanos durante mais de duas décadas, mantêm-se na disposição de não levantar as sanções enquanto a nova administração não der sinais claros de mudança de direcção nos capítulos da transparência governativa e respeito pelos direitos humanos.

Melhoram relações comerciais Moçambique-EUA

As relações económicas entre Moçambique e os Estados Unidos da América (EUA) melhoraram substancialmente em 2008, ano em que o comércio bilateral entre os dois países totalizou 229 milhões de dólares norte-americanos.

Segundo um comunicado de imprensa da Embaixada norte-americana em Maputo, durante o ano passado, as exportações dos EUA para Moçambique totalizaram 213 milhões de dólares, um incremento de 86 por cento em relação a 2007.

Os bens norte-americanos mais vendidas para Moçambique são produtos energéticos, trigo, camiões e tractores.

“As importações de Moçambique pelos EUA foram avaliadas em 16,8 milhões de dólares durante 2008, um incremento de 214 por cento relativamente ao ano anterior, e incluiu minérios de titânio e tântalo, cajú e pedras semipreciosas”, lê-se no comunicado da Embaixada dos EUA recebido pela AIM.

A fonte indica que todas as importações moçambicanas entraram naquele país isentas de direitos aduaneiros, no âmbito das leis sobre as disposições de Nação mais favorecida a taxa zero, AGOA, ou o Sistema Generalizado de Preferências.

Terça-feira, o representante do Comércio dos EUA, Ron Kirk, reuniu-se com o Ministro moçambicano da Indústria e Comércio, António Fernando, em Washington, para discutir formas de incrementar o comércio e o fluxo de investimentos entre os dois países.

O encontro aconteceu no âmbito da segunda reunião de alto nível sob o Acordo do Quadro de Comércio e Investimentos (TIFA), assinado em 2005.

A reunião de um dia do Conselho do TIFA incluiu discussões sobre o comércio bilateral Moçambique-EUA, execução da Lei de Crescimento e Oportunidades (AGOA), as negociações da Organização Mundial do Comércio de Doha, actividades de desenvolvimento de capacidades na área do comércio, bem como medidas para melhorar o ambiente do comércio bilateral entre os dois países.

“A Administração Obama está empenhada numa forte parceria com os países africanos sobre comércio”, disse na ocasião Kirk, acrescentando que “sabemos que a expansão do comércio pode dar um importante contributo para fomentar o crescimento e reduzir a pobreza em África”.

Moçambique é um dos 11 países africanos e organizações regionais com os quais os Estados Unidos da America estabeleceram o TIFA.

Obama defende orçamento trilionário

Obama defende orçamento trilionário

O presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, apresentou ontem um orçamento de aproximadamente 3,6 triliões de dólares, durante a sua segunda conferência de imprensa realizada na Casa Branca. O mesmo orçamento havia sido antes defendido por Obama no congresso americano. O líder americano enfatizou a necessidade de se rectificar um plano ambicioso, que contenha medidas que contemplem as áreas que julga essenciais - educação, seguro, saúde e energia. Para Barak Obama, o orçamento submetido ao Congresso irá permitir a  recuperação económica americana com uma base mais sólida, para que não se enfrente uma crise idêntica nos próximos 10 ou 20 anos. Obama reiterou que a política da sua administração é de “atacar a crise em todas as frentes” e a “aprovação do orçamento é uma parte inseparável do combate à turbulência financeira.” Questionado sobre a razão  da  demora de três dias para se manifestar contra o pagamento de bónus de 170 milhões de dólares pela seguradora AIG a seus funcionários, Obama respondeu: “demorou alguns dias porque eu gosto de pensar sobre o que vou dizer, antes de falar”. Em seguida, Obama desviou o tema, novamente, para a economia, dizendo que “agora, o povo americano está a julgar-me exactamente como eu devo ser julgado, se estamos a tomar os passos certos para aumentar liquidez nos mercados, para criar empregos, fazer com que negócios sejam retomados e manter o país seguro”.

China defende reciprocidade nos negócios

China defende reciprocidade nos negócios

O presidente da Associação das Pequenas e Médias Empresas de Macau, Stanley Kit, defendeu esta quarta-feira o princípio da reciprocidade nos investimentos empresarias com Moçambique

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G20 deve proteger economias dos PVD

O investidor George Soros adiantou que a reunião do próximo mês do grupo dos vinte (G20) deve discutir o apoio ao crescimento dos países em desenvolvimento (PVD) para prevenir que a crise financeira afecte as suas economias, menos desenvolvidas.  “As instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) enfrentam uma tarefa nova: proteger os países periféricos da tempestade criada no mundo desenvolvido”, realçou o investidor. De acordo com Soros, “se as economias periféricas forem deixadas colapsar, os países desenvolvidos também vão ser afectados”. Na opinião de George Soros, os planos para duplicar os fundos do FMI para enfrentar a crise ajudariam países específicos, mas não trariam uma solução sistemática para os países menos desenvolvidos.Ainda assim, Soros considera que o direito do FMI de chamar os países mais ricos para emprestar recursos às nações que precisam poderá resolver o problema. “Países beneficiários pagariam ao FMI um juro com uma taxa muito baixa, equivalente à média do índice das notas de tesouro de todas as moedas convertíveis”, explicou o investidor. Segundo Soros, o FMI deveria ter um fundo de 250 mil milhões de dólares cedidos pelos países desenvolvidos para poder emprestar capital às economias menos desenvolvidas, enquanto a recessão durar.

Governo aumenta expectativa do PIB para 6,7%

Governo aumenta expectativa do PIB para 6,7%

A primeira-ministra, Luísa Diogo, afirmou ontem em Maputo que o Governo moçambicano vai trabalhar para um crescimento económico de 6,7 por cento este ano, contra a previsão inicial de cinco por cento feita pelo banco central. Luísa Diogo admitiu a possibilidade de Moçambique superar as projecções iniciais do seu Produto Interno Bruto (PIB), quando falava numa palestra promovida pela Associação Moçambicana dos Economistas (AMECON), dedicada ao tema “Crise Financeira: Desafios e Oportunidades”. “A perspectiva de crescimento para a nossa economia, após o reajustamento feito, estará em torno dos seis por cento em 2009. É verdade que o Banco de Moçambique projectou um crescimento de cinco por cento, mas continuamos a batalhar para ver se na avaliação que faremos no desempenho do primeiro semestre atingiremos 6,7 por cento, ou então teremos que ajustar novamente a nossa economia”, afirmou Diogo. A governante não apontou os motivos da revisão em alta do comportamento da economia moçambicana este ano, cuja projecção inicial apontava para um crescimento não superior a cinco por cento. Sobre o impacto da crise financeira e económica internacional, Luísa Diogo referiu que os seus efeitos já alastraram a Moçambique, apontando a redução de 50 por cento do preço de alumínio, uma das principais exportações do país, no mercado internacional, como um das manifestações negativas do resultado da actual conjuntura. Diogo apontou ainda que o número de passageiros de companhias aéreas internacionais com ligações com Moçambique diminuiu 25 por cento, na sequência da crise económica e financeira internacional. Para atenuar os efeitos da crise, as autoridades moçambicanas apostam no fortalecimento da supervisão bancária, na persuasão dos parceiros internacionais, para a manutenção dos fluxos de apoio ao país e na garantia do ímpeto da atracção do investimento externo.

Sete mil empresas faliram no 1º semestre de 2008

No primeiro semestre de 2008 faliram 7.093 empresas, um crescimento de 51 por cento em relação aos primeiros seis meses do ano anterior e de 9 por cento em relação à segunda metade de 2007. De acordo com dados solicitados pela Lusa ao Instituto Nacional de Estatística (INE), dissolveram-se 6.898 sociedades por quotas na primeira metade de 2008, um acréscimo de 51 por cento face ao período homólogo. Em relação aos seis meses anteriores, registou-se uma subida de 9 por cento. Estes números são anteriores ao início da degradação da situação económica, que ocorreu na sequência da falência do banco de investimento Lehman Brothers e que já originou o encerramento de algumas empresas. O maior aumento das falências verificou-se, porém, nas sociedades anónimas, que registou uma subida de 86 por cento, para 171, quando comparado com o período homólogo. Face aos seis meses imediatamente anteriores, faliram mais 12 por cento sociedades anónimas. As restantes 24 falências ocorridas na primeira metade de 2008 aconteceram em empresas com outro tipo de forma jurídica, que não sociedades por quotas e anónimas. Os dados enviados pelo INE mostram ainda que, ao longo do primeiro semestre, foi em Janeiro que ocorreu o maior número de falências (1.487). Estes dados, que são fornecidos pelo Ministério da Justiça ao INE - que não é por isso responsável pela sua produção -, são ainda provisórios, alerta o instituto estatístico. O Ministério da Justiça não quis enviar dados para 2008, por ainda não estarem consolidados. Nos primeiros seis meses de 2008, foram criadas em Portugal 15.299 empresas, 97 por cento das quais foram constituídas na forma de sociedade por quotas, revelam os dados do INE. O número de empresas constituídas aumentou 16,2 por cento no primeiro semestre de 2008 em relação aos seis meses anteriores, tendo recuado, porém, 0,2 por cento face ao período homólogo. Estas informações mostram que apesar do número de falências ter aumentado 51 por cento, houve criação líquida de empresas no período analisado.

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"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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