O País Online - A verdade como notícia

Sábado
19 de Agosto
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Início Economia

Economia

Moçambique recebe ajuda do BAD

Moçambique recebe ajuda do BAD

Trata-se de uma ajuda orçada em cerca de dois milhões de dólares.

Ler mais...
Promessas de ajuda devem começar ser cumpridas

Promessas de ajuda devem começar ser cumpridas

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, defendeu esta quarta-feira em Bruxelas que os compromissos adoptados há uma semana pelo G20 relativamente aos países em desenvolvimento devem começar a ser efectivamente implementados, apesar da crise. "Afirmei-o antes do G20, afirmei-o na reunião do G20 e volto a repeti-lo: a recessão não deve, não pode e não será utilizada como pretexto para faltarmos às nossas promessas de aumentarmos a ajuda", declarou o presidente da Comissão, acrescentando que "os menos responsáveis pela crise financeira são os mais afectados pelas suas consequências económicas". José Manuel Durão Barroso falava numa conferência de imprensa em Bruxelas, por ocasião da adopção, pelo "seu" executivo, de uma comunicação que perspectiva a forma como a Europa pode, desde já, apoiar os países em desenvolvimento a fazer face à crise. Sublinhando que, menos de uma semana após a Cimeira de Londres, a Comissão Europeia é a primeira a agir, com a adopção de um conjunto de medidas que a UE pode tomar desde já para ajudar os países em desenvolvimento a ultrapassar a actual crise económica, Durão Barroso frisou a necessidade de "assegurar que todas as decisões são implementadas". "A Europa é de longe o principal doador de ajuda no mundo e esta tendência está a acentuar-se. Percorremos já mais de metade do caminho até à meta de 2015 para a realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio das Nações Unidas e algumas das conquistas alcançadas até agora estão em risco, o que poderá colocar os países pobres numa situação ainda mais difícil do que antes da crise", disse. A comunicação hoje adoptada pela Comissão começa por defender a necessidade de a UE manter as suas promessas, lembrando designadamente a "promessa colectiva, apresentada na Cimeira do G8 em Gleneagles em 2005", de a ajuda atingir 0,56 por cento do RNB (Rendimento Nacional Bruto) da UE em 2010, o que "libertaria um montante suplementar de 20 mil milhões de euros", aumentando de 49 mil milhões de euros em 2008 para 69 mil milhões de euros em 2010. O executivo comunitário defende também que se deve "antecipar e reorientar os compromissos a favor dos mais vulneráveis" e aponta que está a adiantar um montante de 3 mil milhões de euros, ou seja, 72 por cento do seu orçamento previsto para os países da África, das Caraíbas e do Pacífico, "garantindo desta forma que as despesas sociais não são suprimidas quando são mais necessárias". A Comissão recorda também o programa de "facilidade alimentar" que adoptou, ainda antes do G20, no valor de mil milhões de euros, dos quais 800 milhões de euros serão disponibilizados este ano. Por fim, o executivo apela para uma coordenação nos esforços desenvolvidos entre todos os Estados-membros para tornar a ajuda europeia mais eficaz, defendendo que um trabalho em conjunto entre os 27 e a Comissão pode resultar em "verdadeiros ganhos de eficiência, explorando ao máximo cada euro consagrado à ajuda e servindo de modelo para outros a nível mundial". "As primeiras estimativas constantes de um estudo encomendado pela Comissão Europeia revelam que poderemos libertar um montante até 7 mil milhões de euros por ano se melhorarmos a eficácia da ajuda e aplicarmos os princípios já adoptados em 2008", sustenta o executivo.

Investidos 170 milhões USD na produção de Etanol

Investidos 170 milhões USD na produção de Etanol

Este aumento será resultado do incremento, em 37 por cento, da área de produção de cana sacarina e do melhoramento do rendimento agrícola previsto para 2009, que poderá aumentar em cerca de 21 por cento.

Entenda como a crise afecta cada país do G20

Entenda como a crise afecta cada país do G20

Veja como cada país do G20 se ressente da crise. 

Ler mais...

Euro volta a perder terreno face ao dólar

O euro voltou esta quarta-feira a perder valor face ao dólar,

Ler mais...

BM e AMM assinam protocolo de cooperação

Permitirá maior intercâmbio entre as duas instituições financeiras.

Ler mais...

Desemprego na RAS cairá para metade em 2014

A África do Sul vai alcançar, em 2014, a meta de reduzir para metade o desemprego, segundo Geoff Doidge, ministro das Obras Públicas daquele país.  As taxas de desemprego têm se mantido altas na maior economia de África e o receio é de que estas taxas ultrapassem as estimativas oficiais, acima dos 21,9% registados no final de 2008. Doidge referiu que “haverá muito trabalho que necessita de muita dedicação e energia, mas penso que é realizável até 2014. Estou confiante”.  A queda da procura a nível mundial tem colocado o emprego de milhares de sul-africanos em risco, principalmente dos sectores de mineração, indústria transformadora e automóvel, que empregam mão-de-obra intensiva, o que pode engrossar a lista de desempregados para 3.9 milhões de trabalhadores.  Os pronunciamentos de Doidge foram feitos após o lançamento da segunda fase do programa governamental de expansão de emprego público, orçado em 4 biliões de rands, o qual prevê a criação de 4,5 milhões de empregos durante os próximos cinco anos. O abrandamento económico mundial e uma fraca procura por parte dos agregados familiares reduziram o crescimento da economia, aumentando as expectativas de recessão.

Vietnamitas ajudam Moçambique a produzir arroz

Vietnamitas ajudam Moçambique a produzir arroz

O acordo foi alcançado durante o encontro Inter-Governamental realizado semana passada na capital vietnamita, Hanoi.

Ler mais...
Standard Bank investe no comércio da África subsaariana

Standard Bank investe no comércio da África subsaariana

O dinheiro será aplicado na expansão de empréstimos no comércio.

Ler mais...
BIM assina acordo com Banco da China

BIM assina acordo com Banco da China

O Banco Internacional de Moçambique, do grupo Millennium BCP, assinou recentemente um protocolo de cooperação com o Banco da China,

Ler mais...
CTA condena atitude dos agentes de Migração

CTA condena atitude dos agentes de Migração

A CTA diz que está a analisar com profundidade o assunto.

Ler mais...
G20: As decisões tomadas podem falhar

G20: As decisões tomadas podem falhar

Quem o diz é o economista Omar Mithá.

Ler mais...

G20: Os principais pontos da cimeira

O comunicado final da cimeira dos dirigentes do G2 que reuniu países ricos e emergentes em Londres destaca os seguintes pontos e frases. "Enfrentamos o maior desafio dos tempos modernos colocado à economia mundial. Uma crise que se agravou desde o nosso encontro, que atinge as vidas de mulheres, de homens, e de crianças em todos os países e face à qual todos os países têm de unir-se para a resolver. Uma crise mundial pede uma solução mundial". "Partimos do princípio de que a prosperidade é indivisível, que o crescimento para ser duradouro tem de ser partilhado (…)", Pensamos que o único fundamento seguro de uma globalização sustentável e o aumento da prosperidade para todos é uma economia aberta fundada no princípio de mercado, numa regulação eficaz e instituições mundiais sólidas". "Comprometemo-nos hoje a fazer tudo o que é necessário para : - restabelecer a confiança, o crescimento e o emprego - reparar o sistema financeiro para restabelecer o crédito - reforçar a regulação financeira para manter a confiança - financiar e reformar as nossas instituições financeiras para ultrapassar esta crise e impedir outras - promover o comércio mundial e o investimento e rejeitar o proteccionismo - construir uma retoma ecológica e sustentável O G20 apresentou um programa de 1.100 mil milhões de dólares destinado a apoiar o crédito, o crescimento e o emprego, e que passa, nomeadamente, por triplicar para 750 mil milhões de dólares os recursos do FMI, um apoio de 250 mil milhões de dólares ao comércio e vendas de ouro pelo FMI. Restaurar o crescimento e o emprego O G20 estima em 5.000 milhões de dólares até ao fim de 2010 o montante das somas injectadas na economia mundial e "compromete-se a providenciar o esforço orçamental necessário para restaurar o crescimento". Compromete-se a "fazer o necessário para restabelecer um fluxo de crédito normal no sistema financeiro e assegurar que as instituições de importância sistémica permaneçam sãs". Promete "fazer tudo o que é preciso fazer" para assegurar a retoma do crescimento. Está resolvido a "assegurar uma sustentabilidade orçamental a longo prazo e a estabilidade dos preços e a pôr em marcha "estratégias de saída credíveis" às medidas de relançamento e de apoio ao sector financeiro. O G20 compromete-se a não praticar a desvalorização das suas moedas para fins de concorrência. Reforço da supervisão financeira e da regulação "A confiança não será restaurada enquanto não tivermos devolvido a confiança ao nosso sistema financeiro". O G20 vai reforçar a coerência das regulações nacionais e o quadro dos critérios financeiros internacionais, nomeadamente para "desencorajar as tomadas de risco excessivas". Vai aplicar novos princípios "exigentes" à remuneração dos banqueiros e tomar medidas, quando estiver assegurado o relançamento, para melhorar o capital dos bancos. O G20 vai "agir" contra as jurisdições não-cooperantes, designadamente os paraísos fiscais. "A era do segredo bancário terminou". A OCDE publica hoje una lista de paraísos fiscais. As regras de contabilidade vão ser melhoradas e as agências de rating melhor enquadradas, nomeadamente para evitar "inaceitáveis conflitos de interesse". Os ministros das Finanças terão de fazer um relatório sobre a aplicação destas decisões durante a sua próxima reunião na Escócia em Novembro. Reforço das instituições financeiras mundiais Além do reforço dos seus meios, o G20 quer "reformar o mandato, o campo de acção e a governança" destas instituições com o FMI ou o Banco Mundial, e promete terminar até Janeiro de 2001 uma revisão das quotas do FMI. Os dirigentes destas instituições serão nomeados de forma "aberta, transparente e baseada no mérito". Resistir ao proteccionismo O G20 reafirma que "se inibirá de criar novas barreiras" proteccionistas, até ao final de 2010, e continua empenhado na "conclusão ambiciosa e equilibrada " do ciclo de desenvolvimento de Doha. Um recomeço justo e duradouro para todos O G20 reconhece "o impacto desproporcionado sobre as pessoas vulneráveis nos países mais pobres", "a dimensão humana" desta crise e compromete-se a providenciar recursos suplementares. Promete fazer o que estiver ao seu alcance para que o relançamento seja ecológico.

G20 : OCDE divulga duas listas de paraísos fiscais

A OCDE divulgou esta quinta-feira duas listas de paraísos fiscais, designadamente uma lista negra que inclui a Costa Rica, a Malásia, as Filipinas e o Uruguai, depois da decisão tomada pelo G20 de agir contra Estados não-cooperantes em matéria fiscal. Esta lista inclui os países que nunca se comprometeram a respeitar os padrões internacionais, precisou a Organização de cooperação e de desenvolvimento económicos no seu site na Internet. Hoje, no final da cimeira de Londres, os países do G20 prometeram "agir" contra as jurisdições não-cooperantes, nomeadamente os paraísos fiscais, e deixaram para a OCDE a tarefa de publicar a lista dos países envolvidos. No seu site, a OCDE divulga também uma lista de países que aplicam "substancialmente" as regras internacionais, como é o caso da França, Rússia, Estados Unidos e China. O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, garantiu hoje em Londres que a Madeira não constará da "lista negra" de paraísos fiscais enumerados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) porque Portugal prometeu que irá cooperar em termos de informação fiscal. "A OCDE fez a análise de cerca de 180 países ou territórios e elaborou uma lista onde enumera os países que estão a cooperar e que não são um problema, onde enumera os países que não estão a cooperar e são um problema e outros que declararam que vão cooperar", referiu. "Portugal, incluindo todas as regiões de Portugal, estão na primeira categoria, dos países que não são um problema", garantiu.

Crise não pode ser resolvida à volta de um brandy

Crise não pode ser resolvida à volta de um brandy

Não se pode comparar a cimeira do G20 e a conferência de Bretton Woods

Ler mais...

BCI com lucros de 16 milhões de euros em 2008

O Banco de Comércio e Investimento de Moçambique (BCI), detido em 51 por cento pela CGD, obteve lucros de cerca de 16 milhões de euros em 2008, "os melhores resultados da sua história", anunciou hoje a instituição. Os lucros que o BCI atingiu no ano passado representam um aumento de 19 por cento, comparativamente ao lucro que conseguiu em 2007, refere o balanço hoje apresentado pelo presidente da comissão executiva do banco, Ibrahimo Ibrahimo. Os activos líquidos aumentaram 26,41 por cento, chegando aos 667 milhões de euros. O volume de crédito a clientes subiu 53,63 por cento, para mais de 360 milhões de euros, indica ainda a avaliação do exercício de 2008. Em consequência do desempenho alcançado no ano passado, o BCI controla hoje uma quota de mercado no crédito a clientes de 30,92 por cento, contra 29 por cento em 2007, e de 24, 23 por cento, ao nível dos depósitos. Os lucros conseguidos em 2008 permitiram ao BCI elevar o seu rácio de solvabilidade de oito por cento, em 2007, para 16 por cento, em 2008. "Os bons resultados que obtivemos no exercício findo deram aos clientes uma maior margem de incorporação dos lucros no activo da empresa. O banco está hoje mais consolidado que antes", afirmou Ibrahimo Ibrahimo. Com os resultados de 2008, o BCI está firme na posição de segunda maior instituição financeira moçambicana, logo atrás do Banco Internacional de Moçambique (BIM), maioritariamente controlado pelo Millennium BCP.

BM financia projectos de desenvolvimento

O Banco Mundial vai disponibilizar um crédito no valor de 25 milhões de dólares americanos, destinados a financiar projectos de apoio a competitividade e desenvolvimento do sector privado em Moçambique.
Para o efeito, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, e o Director Regional do Banco Mundial, Michael Baxter, rubricaram hoje, em Maputo, o acordo de crédito para a implementação do projecto que visa melhorar o ambiente de negócios e aumentar a competitividade no país.

Falando a margem da cerimónia, Cuereneia disse que o acordo, que vai beneficiar as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), será implementado através da unidade criada para o efeito no Ministério da Indústria e Comércio (MIC), com parceria com a Confederação das Associações Económicas (CTA), para a provisão dos fundos.

“Vamos ter uma unidade de implementação no Ministério da Indústria e Comércio (MIC) que, em parceria com a Confederação das Associações Económicas, que se encarregará de providenciar os fundos para o apoio ao sector privado, em particular as pequenas e médias empresas”, explicou o ministro.

O projecto, segundo o ministro, contribuirá para a concretização dos objectivos do Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA II) de redução da pobreza, no qual o sector privado desempenha um papel impulsionador no crescimento do emprego.

Além deste objectivo-mo, o projecto vai ajudar também a melhorar as empresas moçambicanas, desenvolver as micro-empresas e implementar a política de qualidade.

Michael Baxter, director regional do banco, disse, por seu turno, que o projecto vai melhorar o ambiente empresarial, através da redução de barreiras para o início da actividades rentáveis e do custo de fazer negócio e promover o acesso a financiamento para as PMEs.

Baxter disse, por outro lado, que o mesmo aumentará a competitividade económica nas zonas rurais, por via do fortalecimento das ligações entre os agricultores e mercados, e da promoção de exportações de produtos agrícolas de alto valor.

O posicionamento de Moçambique como destino turístico de classe mundial, por via do aumento da participação de empresas locais e PMEs no investimento na área do turismo, e o melhoramento da capacidade do governo de regular e supervisar o sector é outro grande objecto do projecto.

O presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Salimo Abdula, que o apoio terá uma certa influência na capacitação as PMEs, para as tornar mais competitivas face ao desafio que o país enfrenta no mercado regional e global.

Abdula, que não avançou detalhes em relação as grandes prioridades dada a necessidade de conhecer melhor a matriz do projecto, afirmou, no entanto, que a capacitação das pessoas em frente do sector privado e a transformação das PMEs em unidades mais produtivas são alguns dos objectivos preconizados.

“Uma das prioridades é a capacitação das pessoas que estão em frente do sector produtivo e a transformação das PMEs em unidades mais produtivas, viradas para o crescimento da agricultura no tocante ao agro-processamento” apontou Abdula.

Namburete pede apoio ao Banco Mundial

O ministro da Energia, Salvador Namburete, defendeu na última segunda-feira, em Washington, Estados Unidos, a necessidade dos países em vias de desenvolvimento fazerem uso e aproveitamento dos seus recursos energéticos, incluindo o carvão, tendo em consideração os efeitos sobre o meio ambiente.  Falando do caso específico de Moçambique, o ministro fez saber que o governo aprovou recentemente a Estratégia de Energia que preconiza a utilização de tecnologias de redução das emissões do dióxido de carbono, impondo-se para tal a necessidade de esforços globais na disponibilização dos recursos financeiros necessários. Salvador Namburete deverá manter encontros com o Banco Mundial para discutir formas de uma maior participação daquela instituição no apoio ao sector de energia em Moçambique, incluindo nos projectos de impacto regional, designadamente, a linha de transporte de energia eléctrica Tete/Maputo e o projecto de interligação Moçambique/Malawi.  Ainda na cerimónia de abertura da semana de energia, cujo lema é “Energia, Desenvolvimento e Mudanças Climáticas”, alguns intervenientes destacaram o exemplo de Moçambique como produtor de carvão e defenderam que o país deve ter acesso aos recursos e tecnologias necessárias para uma exploração sustentável.  Brevemente, realiza-se em Copenhaga uma conferência que visa a redefinição do actual Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, de modo a assegurar a participação activa dos países em desenvolvimento nas acções necessárias, para fazer face ao fenómeno do aquecimento global.

Crise económica afecta moçambicanos na Europa

A onda de despedimentos resultante da crise económica internacional está a afectar moçambicanos na Europa e alguns pretendem regressar ao país, disse hoje à agência Lusa o deputado moçambicano que representa o círculo eleitoral europeu, Raimundo Mapanzene. Falando à Lusa sobre a situação dos emigrantes moçambicanos na diáspora, onde, no geral, existe “racismo latente”, Raimundo Mapanzene alertou para ocorrência de eventuais “convulsões sociais” devido à crise económica mundial.  Segundo estimativas de Raimundo Mapanzene, no exterior - onde nunca houve um recenseamento feito pelo Governo de Moçambique - residem “aproximadamente 30 mil imigrantes moçambicanos”.  “Há moçambicanos que estão a ser despedidos. Tenho casos de moçambicanos que estão a ser despedidos nalgumas empresas de construção, cadeias de supermercado. Há caso consumados de despedimentos. Por aí diria que a crise está a afectar os moçambicanos”, disse à Lusa o deputado à Assembleia da República de Moçambique. Raimundo Mapanzene é o único deputado moçambicano, eleito pelo Partido FRELIMO, no poder, que representa a comunidade moçambicana nos círculos eleitorais de Portugal e Alemanha. “Aliás, uma das coisas que estamos a fazer para acolher esses moçambicanos é dialogar com sectores apropriados do governo no sentido de não esperarmos situação xenófobas como aquelas que ocorreram na África do Sul”, disse. Segundo o parlamentar, os moçambicanos despedidos devido à crise económica são os que, na sua maioria, dependem mais de sistemas de segurança social dos países onde residem, onde trabalham por conta de outrem e onde o posto de trabalho pode ser ocupado por outra pessoa, de preferência nacional. O deputado referiu estar em diálogo com “sectores apropriados do Governo” de Moçambique, para evitar que os moçambicanos que estão a ser despedidos sejam vítimas de ataques xenófobos, à semelhança do que aconteceu no início do ano passado na África do Sul.  “Não podemos esperar por crise ou convulsões sociais. O país tem que estar permanente preparado para acolher os compatriotas que estão fora e que são contribuintes indirectos, os que enviam remessas por mecanismos formais ou informais”, afirmou.  Raimundo Mapanzene descreveu a situação dos emigrantes moçambicanos como tendo crescido, apontando casos de alguns que, apesar da crise, não ficarão com os seus empregos afectados directamente, supostamente por serem “quadros chave” nas suas instituições. “Mas também temos casos de moçambicanos que nos dizem que a crise não os afectará. Moçambique tem técnicos que desempenham cargos relevantes em empresas europeias”, explicou. A Europa nunca foi, tradicionalmente, um destino de emigração de moçambicanos, que preferem trabalhar na vizinha África do Sul. No ano passado, na sequência de uma onda de ataques xenófobos, mais de 30 mil moçambicanos abandonaram a África do Sul, onde residiam, voltando para os lugares de origem.

Pepsi em Moçambique desde Fevereiro

A multicional Pepsi já está a operar no mercado nacional desde Fevereiro .

Ler mais...
Página 338 de 339

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


publicidade

Edição Impressa e O Tempo

 Edição  O Tempo

 Edição Impressa -18-08-2017

Impressa

 

Maputo

 

Inhambane

 Beira
 

Nampula

 
 

Edição Impressa411