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02 de Setembro
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Dívida moçambicana mantém-se entre as menos credíveis

 
O nosso país mantém-se no nível B, mas os projectos de carvão e as políticas orçamentais e monetárias abrem novos horizontes

A dívida soberana de Moçambique não escapou aos olhos das agências de “rating”. Elas controlam todos os países do mundo, avaliando se têm ou não capacidade de pagar os seus empréstimos. O nosso país mantém-se no nível B, mas os projectos de carvão e as políticas orçamentais e monetárias abrem novos horizontes.

A agência de notação de crédito Fitch não alterou o rating da dívida de Moçambique e conferiu um outlook estável à economia, avança o “Diário Económico” português, citando responsáveis daquela instituição.

Esta quinta-feira, a Fitch reafirmou a classificação “B” para a dívida de longo prazo em moeda estrangeira de Moçambique, permanecendo cinco níveis abaixo do rating de Portugal e dois degraus abaixo da classificação de Angola.

Além disso, a agência de notação conferiu um outlook estável à economia moçambicana. “Historicamente, Moçambique tem registado um crescimento impressionante e uma gestão macroeconómica prudente, face a um baixo rendimento per capita de apenas 436 dólares em 2010, comparado com os 2 411 dólares da média dos países com rating B, e um sector privado e clima de investimento fraco”, refere a Fitch, em comunicado.

Os especialistas da agência de notação financeira referem, ainda, que a dinâmica do crescimento económico permanece forte, estimando um crescimento do PIB entre 7 e 8% para o período 2011-2013, que será sustentado pelo investimento no sector dos recursos minerais, infra-estruturas e agricultura.

A Fitch dá como exemplo “o outlook para o sector do carvão, que é particularmente brilhante.” Recorde-se que Moçambique tem cerca de 2,5 mil milhões de toneladas de depósitos de carvão por explorar, que provavelmente começarão a ser exportados em 2011. A agência refere que esta situação poderá mesmo “potenciar o país para se tornar o maior produtor de carvão de África.” Contudo, “a Fitch precisa de maior clareza quanto à extensão do impacto positivo que as exportações de carvão terão na riqueza do país, na balança de pagamentos e nas finanças do governo”, revela Purvi Harlalka, director da agência.

Nos últimos oito anos, o saldo do endividamento externo, excluindo os mega-projectos, quase que triplicou, passando de 377 milhões de dólares em 2002 para 907 milhões em 2009. A agricultura foi responsável por 36,7% do valor global dos fluxos de dívida externa privada no período de 2007-2009, seguido dos transportes e comunicações (22,4%). Até ao primeiro semestre deste ano, o Estado gastava cinquenta milhões de dólares/mês para pagar empréstimos contratados nos vários credores.

Em termos de política monetária e orçamental, os especialistas da Fitch consideram que o país apresenta uma situação robusta. “A política firme do Banco de Moçambique em 2010 contribuiu para que a inflação caísse para 7,7% em Julho, o valor mais baixo dos últimos 15 meses,” refere a equipa de três analistas que produziram o relatório.

Ao nível da situação orçamental, os analistas da Fitch estimam que a dívida suba para os 42,3% do PIB até 2013, face aos 39,3% registados em 2010, em resultado do crescimento do investimento em obras públicas e financiamento das redes de segurança social para os seus cidadãos.


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