Quantcast
Início Economia Economia Moçambique quer estar nos cinco primeiros lugares do “Doing Business”

Moçambique quer estar nos cinco primeiros lugares do “Doing Business”

TRANSLATE TRANSLATE
Moçambique quer estar nos cinco primeiros lugares do “Doing Business”
Moçambique quer estar nos cinco primeiros lugares do “Doing Business”

O país irá apostar em indústrias transformadoras essenciais para o processamento dos recursos agrícolas, pesqueiros e florestais.

A proposta da EDEN quer que Moçambique suba lugares importantes tanto Índice de Competitividade Global (da posição 129 para 50), assim como no “Doing Business” (da posição 126 para 40), o que vai permitir que o país se situe entre os maiores, em termos de competitividade e ambiente de negócios, a nível da África Sub-Sahariana instalação de indústrias com efeito multiplicador nas áreas de construção e energia, bem como a existência de três grandes corredores regionais de comércio e transporte e vários portos marítimos para o escoamento da produção é apontada como uma vantagem competitiva pela proposta.

O país irá apostar em indústrias transformadoras essenciais para o processamento dos recursos agrícolas, pesqueiros e florestais, por causa, segundo a proposta do EDEN, do seu potencial na geração de emprego, e em indústrias intensivas em capital, na exploração e processamento de recursos minerais e energéticos.

O documento reconhece que o país possui recursos limitados, de tal maneira que o princípio para os investimentos-chave em Moçambique será a selecção de um determinado número de sectores, com base num conjunto de critérios, tais como as possibilidades de sucesso, a relevância estratégica para o país, as oportunidades existentes, os sinais de sucesso, as dotações já existentes, os recursos do sector privado, a vontade de se envolver por parte dos governos provinciais e, particularmente, o impacto sobre o emprego, priorizando os sectores que demandam uma mão-de-obra intensiva.

Desenvolvimento de infra-estruturas

A estratégia propõe-se a aumentar os investimentos em infra-estrutura global de 2.5% do PIB para 8%, ao mesmo tempo que aumenta a cobertura dos Consumidores de Energia, passando a taxa de electrificação para 80%, contra os actuais 18%.

O Executivo espera ainda melhorar a conectividade física do país, através do desenvolvimento total dos três corredores leste-oeste (Beira, Nacala e Maputo) e um corredor Norte-Sul (rodoviário e ferroviário), e três dos portos com eficiência operacional e indicadores que sejam iguais à média dos portos sul-africanos.

Uma vez que, para a estratégia, o desenvolvimento das infra-estruturas constitui um elemento crucial, uma atenção especial deve ser dada ao aumento dos investimentos em infra-estruturas, pois os gastos nessa componente estão muito aquém do desejado.

“Estes investimentos devem priorizar as infra-estruturas ferroviárias, rodoviárias, aéreas e marítimas, que vão concorrer, no caso do desenvolvimento de infra-estruturas ferroviárias, para o escoamento dos produtos das zonas de extracção para as zonas de produção, e das zonas de produção para as zonas de consumo, e, no caso do desenvolvimento de infra-estruturas rodoviárias, para o escoamento dos produtos a montante e a jusante, como complemento das ferroviárias e marítimas”.

A proposta da EDEN pretende estabelecer um programa nacional de conservação de água, com metas claras para melhorar a eficiência do uso da água (para abastecer os centros urbanos e industriais) e criação de novos sistemas de irrigação.

Prevê inclusive a construção da infra-estrutura necessária para transformar o gás natural liquefeito e, ao mesmo tempo, a criação de condições para a exploração acelerada suficiente para encontrar matérias-primas de gás doméstico.

Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
 

Comentários


publicidade

publicidade
Faixa publicitária