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Moçambique vai ter seguro agrário para mitigação de riscos

Garante o secretário permanente do MINAG.

O instrumento vai servir de plataforma para mitigar vários riscos que o sector agrícola enfrenta, pelo facto de o país estar exposto aos efeitos das variações climáticas de carácter destrutivo. Serão contemplados pela mesma provedores de insumos agrícolas e instituições que fornecem crédito aos produtores.

Moçambique vai passar a ter seguro agrícola. trata-se de um instrumento apropriado de gestão de riscos que vai permitir que a produção agrária siga um rumo mais comercializável, disse, sexta-feira passada, em Maputo, o secretário permanente do Ministério da Agricultura, Daniel Clemente, no decurso de um seminário sobre o seguro agrário.

O seguro agrícola, segundo Clemente, vai servir de plataforma para mitigar vários riscos que o sector agrícola tem enfrentado no país, isto pelo facto de Moçambique ser um país exposto aos efeitos das variações climáticas de carácter destrutivo.

Norberto Mahalambe, director do Instituto de Algodão, disse que “esta iniciativa vai beneficiar os produtores do sector agrário no geral. Serão contemplados pela mesma provedores de insumos agrícolas e instituições que fornecem crédito aos produtores”.

Segundo Mahalambe, se o produtor tiver feito a sua produção contando com um determinado nível de preço e o mesmo não alcançar as expectativas preconizadas, pode ter uma parte da sua expectativa de receita a ser atribuída pela empresa seguradora, desde que tenha o seguro válido para o efeito”.

À semelhança de outros países do mundo, Moçambique não pretende ficar atrás e quer implementar esta estratégia para dinamizar o desenvolvimento da agricultura, de modo a  melhorar a segurança alimentar e nutricional das populações, assim como melhorar a qualidade de vida das mesmas.

Esta iniciativa foi desenhada em 2010 e vai iniciar com a cultura de algodão, dada a sua organização estrutural e ligação com o mercado, e também por ser uma cultura de rendimento que gera receitas.

Daniel Clemente disse ao “O País” que a implementação do plano estratégico para o desenvolvimento do sector agrário prioriza os principais corredores de desenvolvimento, nomeadamente, os corredores de Nacala, na província de Nampula, Beira e Maputo.

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