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Inflação fecha o ano 2016 com recorde de 25.27%

Custo de vida
O Nível geral de preços (inflação) fixou-se nos 25.26% em termos homólogos (em Dezembro do ano passado em comparação com o mesmo mês de 2015) o que representa um dos mais elevados índices de subida do custo de vida dos últimos tempos. A informação foi publicada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Assim, apesar de o ano passado fechar com um nível de inflação abaixo das previsões iniciais do Banco de Moçambique – que equacionava, primeiro uma média de 30%, e depois 27% -, 25.27% não deixa de espelhar o quanto o ano passado foi difícil para a economia moçambicana, tendo imposto grandes dificuldades a famílias, empresas de todos os sectores de actividade e ao Governo.

Para se ter uma ideia da rápida deterioração do poder de compra das pessoas em função da elevação de preços de bens e serviços, basta dizer que o país saiu de uma estabilidade histórica em 2014, quando a inflação de Dezembro (homóloga) foi de 1.93% e passou para dois dígitos no ano passado (10.55%), um salto de 8.62 pontos percentuais. Mais 12 meses, mais um grande salto no nível de preços (14.72pp) para 25.27%.

 A inflação acumulada (de Janeiro a Dezembro) ilustra da melhor forma o comportamento de preços no ano passado: do início até ao fim do ano, os preços não pararam de subir e atingiram níveis muito superiores aos de 2015. Em todos os meses, de 2016, os preços foram, de longe, mais altos que em todos os meses correspondentes do ano anterior.

Com efeito, o ano passado foi marcado pela subida de preços de bens que constituem importantes factores de produção, e que induzem a uma subida generalizada do custo de bens e serviços finais. Destaque vai para os combustíveis, electricidade e água. 

O INE ainda não apresentou detalhes sobre como os preços se comportaram em cada uma das três cidades onde os preços são medidos, nomeadamente, Maputo, Beira e Nampula, mas o Índice global, o chamado Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Moçambique (que representa o agregado das três cidades) revela que a classe de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foi o que mais determinou o aumento do custo de vida com uma contribuição de 2.95 pontos percentuais no total da inflação. A única classe de produtos cujos preços reduziram em Dezembro (comparados com o mesmo mês anterior) é a da habitação, água, electricidade, gás que desceu 0.03 pontos percentuais, os restantes apresentaram subidas significativas.

De ponto de vista de produtos, os que mais viram os preços aumentarem incluem a farinha de milho em 2.30 pontos percentuais (pp), arroz (2.30pp), tomate (1.35pp), óleo de cozinha (1.21pp) entre outros.

Outros determinantes da inflação

A par da subida dos preços de combustíveis, electricidade e água, a economia debateu-se com a forte depreciação do metical em relação às principais moedas de transações externas, sobretudo o dólar norte-americano e o rand, da África do Sul. De uma cotação habitual de 30 meticais por unidade do dólar, o metical chegou a ultrapassar os 80 meticais (hoje desceu para cerca de 70 meticais) e para cerca de 6 meticais para a unidade do rand. O resultado foi que todos os produtos importados passaram a custar consideravelmente mais caro, o que ganhou expressão pelo facto da economia moçambicana ser potencialmente importadora.

A sobrepor, a tensão político-militar limitou a circulação no Centro do país e o resultado foi o aumento dos custos de transações.

 


 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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