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Juros sobem pela possibilidade do Governo falhar pagamento da prestação de Janeiro

Dívida pública moçambicana

A informação é veiculada pela imprensa internacional, que cita uma análise do banco JP Morgan que consta da agência financeira norte-americana Bloomberg e testemunha a já assumida dificuldade financeira do Estado moçambicano.

Como resultado da previsão desta falha, os juros da dívida cobrados pelos investidores para transacionarem os títulos da dívida pública nacional, com maturidade pouco antes de 15 horas de hoje, em Maputo, subiu para 24.09% contra os 23.19% exigidos há pouco mais de uma semana.

A agência de informação financeira Bloomberg noticiou que os analistas do JP Morgan consideram que Moçambique vai falhar o pagamento da prestação de 59.8 milhões de dólares, prevista para Janeiro, o que levou esta subida das taxas de juro.

A percepção do mercado sobre a capacidade de pagamento do Governo degradou-se no seguimento de uma nota divulgada pelo JP Morgan, na qual as analistas Sonja Keller e Yvete Babb escreveram que “ a retórica das autoridades nos últimos três meses implica que vão coibir-se de fazer mais pagamentos até que alguma forma de reestruturação seja acordada”.

Na sua página electrónica, a televisão portuguesa RTP revela que o gabinete de estudos económicos do banco BPI (Banco Português de Investimento) considerou, que Moçambique vai ser "obrigado a falhar" o pagamento da prestação de Janeiro da emissão de dívida pública de 727 milhões de dólares, realizada no ano passado.

Num artigo, a televisão portuguesa RTP cita a analista do BPI que segue a economia moçambicana como tendo revelado que "é provável que a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) não chegue a tempo do pagamento desta tranche em Janeiro, nem que se tenha conhecimento das conclusões da auditoria às três empresas detidas pelo Estado (no caso a EMATUM, Proindicus e MAM), por isso, o Governo se veja obrigado a falhar esse pagamento", disse à Lusa a analista do BPI que segue a economia moçambicana.

"O Ministério das Finanças de Moçambique tinha alertado que a situação actual do país não lhes permitia cumprir com as obrigações financeiras em vigor, pelo que solicitaram junto dos credores uma renegociação de parte da dívida pública externa", disse Vânia Duarte, não se mostrando surpreendida com as notícias sobre a análise da JP Morgan e a consequente subida das taxas de juro exigidas pelos investidores para transacionarem os títulos de dívida pública.

Juro da EMATUM também subiu

"A `yield` (taxa de juro) da nova emissão da EMATUM (Empresa Moçambicana de Atum) reagiu negativamente a esta notícia, aproximando-se do máximo que tinha sido registado no início de Novembro, aquando da publicação do documento que foi apresentado aos credores para iniciar a discussão da reestruturação", explicou Vânia Duarte.

Os credores, segundo a especialista, "não parecem disponíveis para aceitar a proposta de reestruturação apresentada, pelo menos até que o FMI avance com um programa de ajuda a Moçambique e que a auditoria actualmente a decorrer esteja terminada e se conheçam as respetivas conclusões".

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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