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Início Economia Economia Preços de bens e serviços subiram 20,56% no arranque de 2017

Preços de bens e serviços subiram 20,56% no arranque de 2017

Alimentos e bebidas não alcoólicas continuam a ser os produtos mais caros.


O custo de vida em Moçambique continua elevado, apesar de estar a registrar relativa redução em relação aos últimos meses do ano passado. Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o nível geral de preços (inflação) aumentou 20,56% em Janeiro deste ano quando comparado com mês de Janeiro de 2016 (inflação homóloga). Trata-se de uma redução de 3.11 pontos percentuais (pp) em relação à inflação homóloga de Dezembro do ano passado, ou seja, a subida de preços verificada em Dezembro de 2016 quando comparada com a subida de preços de Dezembro de 2015.

Os dados referem-se ao comportamento de preços no conjunto das três maiores cidades do país, nomeadamente Maputo, Beira e Nampula, também denominado Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Moçambique e mostram que em termos mensais, isto é, inflação em Janeiro em comparação com a de Dezembro, houve subida de 2,15%, uma desaceleração de 0,39pp em relação à subida de 2.54% em Dezembro, comparado com Novembro de 2016.

De acordo com o boletim informativo do INE, de ponto de vista de inflação homóloga, tiveram peso significativos os aumentos nos preços das divisões de vestuário e calçado com 30,65%, e alimentação e bebidas não alcoólicas com 29,95%.

Já em termos mensais, isto é, inflação de Janeiro em comparação com a de Dezembro, houve subida de 2,15%, uma desaceleração de 0,39pp em relação à subida de 2.54% em Dezembro, comparado com Novembro de 2016. Entre Dezembro de 2016 e Janeiro de 2017, os alimentos e bebidas não alcoólicas voltam a estar entre os produtos, cujos preços mais aumentaram com uma contribuição de 1,39pp.

Considerando a subida de preços por produto, há que destacar o aumento dos preços do tomate (20,0%), do carvão (13,1%), do coco (17,6%), do amendoim (12,9%), do carapau (4,6%) e do feijão manteiga (7,8%). Estes produtos foram responsáveis por cerca de 0,97pp positivos do total da inflação mensal.

O INE avança ainda que a cidade da Beira registou a inflação mensal mais elevada (2,97%), seguida da cidade de Nampula com 2,92% e por fim a cidade de Maputo com 1,46%. Em termos homólogos a tendência foi semelhante: a cidade da Beira foi a que teve o maior agravamento do nível geral de preços com 24,20%. Nampula e Maputo registaram aumentos de preços na ordem de 22,97% e 18,13%, respectivamente.

Meta de 2017 é de 14%

O ano passado foi caracterizado por uma histórica subida de preços no país, que reduziu significativamente o poder de compra das famílias e empresas. A inflação fechou o ano com uma média de 19,85%, uma das mais altas dos últimos anos. A causa esteve ligada à degradação de quase todos os indicadores macroeconómicos, sobretudo a depreciação cambial do metical em relação ao dólar norte-americano e o rand da África do Sul. Um dólar chegou a verificar um salto de 30 meticais para mais de 80 meticais num intervalo de aproximadamente um ano, o que encareceu significativamente as importações, num cenário de profundo défice de produção interna e consequente alta dependência de importações.

Para este ano, o Banco Central estabelece uma meta de inflação na ordem de 14%, muito abaixo dos níveis que se verificaram ano passado.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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