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Início Economia Economia Exxon Mobil compra participação de 25% da Área 4 da Bacia do Rovuma

Exxon Mobil compra participação de 25% da Área 4 da Bacia do Rovuma

Italiana ENI cede participação por 2.8 biliões de dólares à americana Exxon Mobil

A petrolífera norte-americana Exxon Mobil comprou uma participação de 25% da Área 4 da Bacia do Rovuma à italiana ENI por 2.8 biliões de dólares americanos. O Estado moçambicano vai encaixar parte do valor, através dos impostos das mais-valias.

A entrada da multinacional Exxon Mobil na exploração de gás natural em Moçambique já vinha sendo equacionada há alguns anos, mas acaba de ser confirmada hoje.

A entrada do gigante americano, confirmada em comunicado da ENI, vai permitir encaixes ao estado moçambicano. A legislação do país prevê que transacções desta natureza estão sujeitas ao regime de mais-valias, que consiste em converter 32% do valor da venda de activos a favor do Estado.

Assim, dos 2.8 biliões de dólares envolvidos nesta transacção, o Estado encaixará perto de 900 milhões de dólares, uma verba importante em dias de crise nas contas do Estado.

Além de mais-valias, o acordo é um sinal de que a exploração do gás irá finalmente avançar, depois de algum período de incerteza e adiamento do início dos projectos.

O acordo prevê também que a ENI e a Mobil estejam à frente da construção da plataforma de liquefação de gás que deve arrancar ainda este ano, sendo a ENI responsável pela plataforma flutuante e a Exxon Mobil pela plataforma terrestre.

O comunicado cita o presidente e chefe Executivo da Mobil, Darren Woods, afirmando que a parte acabada de adquirir é um dos principais activos da empresa e que o investimento estratégico permitirá consolidar a sua e experiência na liquefação do gás.

Ainda de acordo com o comunicado da ENI, a aquisição será concluída mediante a satisfação de uma série de condições, que incluem a autorização do Governo moçambicano e de outras autoridades reguladoras.

Com a conclusão da transacção, a ENI e a Exxon passarão a deter 35,7% cada uma da Área 4 da Bacia do Rovuma. A CNPC fica com 28,6% e os restantes integrantes do consórcio, nomeadamente, a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, a sul-coreana Kogas e a portuguesa Galp Energia continuam com 10% de participação cada.

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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