O País Online - A verdade como notícia

Sexta-feira
22 de Setembro
Tamanho do texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size
Início Economia Economia Economia moçambicana continuará afectada por problemas financeiros

Economia moçambicana continuará afectada por problemas financeiros

EIU prevê que ajuda directa ao Orçamento de Estado venha ser substituída por ajuda a programas específicos

 

Uma publicação recente de especialistas da Economist Intelligence Unit (EIU), traça previsões pessimistas para os próximos dois anos.

Prevê que a crise de liquidez, alimentada por uma dívida pública elevada e pelo congelamento das ajudas externas, vai continuar a desestabilizar a economia de Moçambique, que este ano e no próximo crescerá a taxas historicamente diminutas.

Os pesquisadores da EIU, uma organização britânica especializada em pesquisas económicas, afirmam que a dívida pública acabará por ser, “eventualmente”, reestruturada, à semelhança da primeira reestruturação ocorrida com o empréstimo de 850 milhões de dólares contraídos pela Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), mas os fluxos de capital, nomeadamente, o Investimento Directo Estrangeiro, IDE, irão demorar alguns anos até atingirem os valores registados no passado recente.

O Governo, por seu turno, vai procurar “apertar” a política fiscal e a monetária, numa tentativa de restaurar o relacionamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e dar uma resposta ao problema de liquidez. A EIU afirma ainda que a execução deverá ter pouco impacto, devido às resistências que irão ser levantadas tanto pela classe política como pelos eleitores.

A taxa de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB – valor dos bens e serviços produzidos no país em um ano) deverá manter-se reduzida em 2017/2018, quando comparada com períodos anteriores, devido à fraca procura interna e uma redução do investimento, que deverá recuperar nos anos seguintes, à medida que a confiança dos empresários se fortaleça.

Assim, a economia de Moçambique, depois de ter atingido um mínimo histórico de 15 anos em 2016, com 3,6%, vai recuperar ligeiramente para 4,2% este ano, apoiada quase que em exclusivo pela actividade mineira, caso do carvão, cujos preços têm estado a subir nos mercados internacionais.

Após 2017, a economia do país deverá retomar a senda de um maior crescimento. A EIU estima em 4,6% em 2018, antes de ultrapassar os 5% nos anos de 2019 a 2021.

O relatório da EIU adianta que a conclusão no final deste mês da auditoria internacional e independente aos empréstimos externos contraídos e ocultados pelo anterior Governo deverá ajudar a repor o bom relacionamento com os doadores internacionais.

 

Apoio ao OE substituído pelo apoio a projectos

 

A EIU prevê também que “a ajuda directa ao Orçamento de Estado (OE) venha a ser substituída por ajuda a programas específicos, atendendo as dúvidas colocadas pelos doadores quanto à capacidade do Governo de Moçambique de gerir as suas próprias contas”.

Face às dúvidas apresentadas pelos anteriores países doadores, ocidentais, o Governo de Moçambique vai procurar aprofundar o seu relacionamento com países da Ásia – a China em particular que é actualmente um dos principais credores do país – e com aqueles que importam carvão e gás natural – casos da Índia e da Tailândia, cujas empresas estatais têm estado a investir no país.

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


publicidade

Edição Impressa e O Tempo

 Edição  O Tempo

 Edição Impressa -22-09-2017

Impressa

 

Maputo

 

Inhambane

 Beira
 

Nampula

 
 

Edição Impressa414