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Importação de carros caiu mais de 70% entre Outubro e Dezembro de 2016

Situação levou ao encerramento de alguns parques de venda de viaturas

Muitos parques de venda de viaturas encerraram actividades em Moçambique, e não é para menos: o dólar, que há dois anos correspondia a 30 meticais, chegou à casa dos 80 meticais e triplicou o preço dos carros. O resultado é que a procura caiu consideravelmente e levou os parques de venda a acumularem prejuízos e a desistirem do negócio.

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), no boletim que traz a “Síntese da Conjuntura Económica no IV Trimestre de 2016”, indicam que só no quarto trimestre (Outubro - Dezembro) do ano passado, a importação de veículos teve uma queda em cerca de 71,3% e, em comparação com igual período de 2015.

Fazendo uma comparação com o trimestre anterior a importação de veículos teve uma tendência de redução em cerca de 27,6%.

Não há registos oficiais sobre quantos parques encerraram. Uma ronda de uma equipa de reportagem do “O País económico” em finais de Janeiro, constatou que uma viatura que estava a ser vendida a 140 mil meticais, hoje é vendida entre 240 e 260 mil meticais. Assim, se antes um carro estava a 2 000 dólares, hoje está a 1 900 dólares, isto é, 1 900 multiplicado por cerca de 70 meticais actuais, que é o custo actual do dólar.

Também reduziu a importação de combustíveis

A importação da gasolina e do gasóleo reduziu relativamente ao segundo trimestre (entre Julho e Setembro). Segundo o INE, a redução foi em cerca de 27,9% para a gasolina e 31,6% para o gasóleo. Mas em termos monetários, a importação destes combustíveis aumentou face ao quarto trimestre de 2015, em cerca de 6,5% para a gasolina e 42,7% para o gasóleo.

No global, dados provisórios sobre o comércio externo de Moçambique indicam que no quarto trimestre de 2016, o défice da balança comercial (importações e exportações) de bens fixou-se em cerca de 295,67 milhões de dólares americanos. As exportações aumentaram 51,3% e importações diminuíram em 19,3%, quando comparado com o trimestre homólogo de 2015. O défice da balança comercial de bens reduziu em 69,0%.

No trimestre em análise, as exportações atingiram cerca de 1 312,80 milhões de dólares. Dos principais produtos exportados no trimestre, destaque vai para o carvão com um peso de 30,51% sobre o total das exportações, o alumínio com 23,46%, o tabaco com 9,96% e a energia eléctrica com 6,73%. No período em análise, as importações absorveram cerca de 1 017,13 milhões.

As importações de maquinaria, gasóleo e cereais, destacaram-se com pesos sobre as importações totais de 17,50%, 7,58% e 4,59%, respectivamente.

Ano terminou com produção em queda

De acordo com a informação disponível, a produção de energia, no quarto trimestre de 2016, diminuiu em cerca de 15,8%, relativamente ao trimestre homólogo de 2015, com impacto na facturação que registou uma queda na ordem de 7,8%.

O INE não vai ao detalhe sobre esta queda da produção, mas em Dezembro do ano passado, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou a redução da oferta de energia eléctrica em 18% por um período de 70 dias, na sequência de uma avaria nos seus equipamentos. Esta pode ser a razão da redução da produção e que não se tenha registado redução da oferta aos clientes da Electricidade de Moçambique.

No mesmo período, houve diminuição do volume de produção de cimento nacional em cerca de 13,4%, face ao período homólogo de 2015, e 17,9% relativamente ao trimestre anterior. Assim, a importação teve uma tendência de aumento em termos homólogos em cerca de 80,5%. Relativamente ao trimestre anterior houve também um aumento em cerca de 54,3%.

Na área da hotelaria, o movimento de hóspedes nos estabelecimentos reduziu no quarto trimestre de 2016, face ao trimestre homólogo de 2015, na ordem de 6,5%. Esta diminuição deveu-se à redução do fluxo de hóspedes nacionais em 13,6%. Mas comparando o movimento de hóspedes do trimestre em análise com o do trimestre anterior, houve um aumento de cerca de 7.7%.


 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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