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Aumento do preço não afecta procura por gás

Preço do gás doméstico foi ajustado e passou de 61,08/kg para 70,32/kg

A cidade de Maputo tem assistido, nas últimas semanas, falta de gás doméstico. “O País Económico” constatou que em alguns postos de revenda botijas de gás de cozinha, em apenas duas horas, chegavam a ser compradas 150 unidades.

Num contexto em que muitas famílias substituíram o carvão pelo gás para confeccionar alimentos, cidadãos chegam a ficar mais de uma semana a procurar por uma botija em diferentes postos de revenda.

José Machai vive na cidade de Maputo e ficou uma semana sem poder usar gás na sua residência, porque não conseguia encontrar à venda a botija de 11 quilogramas, a mais usada pelos munícipes.

“Estou a uma semana sem gás em casa. A minha botija acabou e saí para comprar uma nova. Comecei por procurar na zona em que vivo e não encontrei. Fui para os bairros vizinhos e também não encontrei. Morro no Zimpeto e só consegui comprar a botija na zona da Sommerschield”, contou Machai.

O preço do gás doméstico foi, nesta semana, ajustado e aumentou 9 meticais e 27 centavos, passando de 61,08/kg para 70,32/kg. O Ministério dos Recursos Minerais e Energia justifica o aumento do preço de gás com a conjuntura internacional adversa.

Apesar deste aumento, a procura pelo produto aumenta. A constante requisição do gás doméstico está directamente ligada ao preço do carvão vegetal praticado na cidade capital. Um saco de 50 kg de carvão é comercializado ao preço de 1600 à 1700 meticais e com esse valor é possível comprar duas botijas de gás de 11 kg.

Nos postos de revenda visitados pelo “O País Económico” os gerentes afirmaram que em menos de duas horas o stock acaba.

“A procura pelo gás tem vindo a aumentar diariamente. Ontem, recebi 150 botijas do fornecedor e em menos de duas horas todas as garrafas foram compradas. E este cenário repete-se sempre que recebemos gás, os clientes vêm a correr para conseguir comprar o produto”, disse Lúcia Mbeve, gerente de um posto de venda de gás doméstico. A procura é tanta que ultrapassa as quantidades solicitadas pelos revendedores. Alguns comerciantes recebem entre 100 a 150 garrafas. Rodrigues Chin, gerente de outro posto de venda de gás, diz que faz a requisição de 250 à 300 garrafas, mas só tem recebido 150 garrafas. Chin entende que a restrição no fornecimento está também aliada à enorme procura.

“O stock não chega até o fim de semana. Encomendo 250 ou 300 botijas por dia, mas só recebo 150 garrafas. O fornecedor oficial não tem conseguido dar vazão aos pedidos feitos peles seus clientes. Somos muitos revendedores nesta situação. Suponho que esta restrição seja para garantir que todos tenham um pouco de gás para vender”, explicou Chin. Se a procura continuar intensa, adivinha-se uma crise profunda do produto na cidade de Maputo.


 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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