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EUA preocupados com “procurement” em África

Estados Unidos de América estão abertos a investimentos de empresas africanas

O Presidente da República, Filipe Nyusi, o secretário do Departamento do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, e o presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akimwumi Adesina, foram os principais oradores na abertura da Cimeira de Negócios EUA-África. Na ocasião, o governante norte-americano referiu que a política do seu governo para África ainda não está em elaboração, mas considera ser prioridade manter boas relações económicas com África.

Para já, Wilbur Ross disse que a AGOA é para ser mantida, mas os países africanos precisam de cumprir integralmente as regras internas do comércio nos EUA, porque, para o seu governo, a prioridade é proteger as empresas e trabalhadores americanos no plano mundial, por isso, não podem aceitar que sejam comercializados produtos que criem uma concorrência desleal ao que é produzido internamente, mesmo sendo ao abrigo das facilidades criadas pelo próprio governo americano.

A administração Trump também aposta no crescimento dos investimentos norte-americanos em África, mas sobretudo quer apoiar empresas norte-americanas a conseguir negócios no nosso continente. Nos últimos tempos, empresas norte-americanas ganharam 29 contratos para diversos fins nos países africanos, que valem cerca de sete mil milhões de dólares, e deverão valer mais de dois mil milhões de dólares em exportações americanas.

Entretanto, os americanos querem mais, por isso, o secretário do Departamento do Comércio disse que o seu país está preocupado com as regras de contratação de empreitadas e fornecimento de bens aos governos africanos. É que, segundo Ross, nas suas leis, os países determinaram como fundamental a apresentação do menor preço. “O menor custo não é bom para África, porque estimula a corrupção, e não é bom para as empresas americanas, porque não podem entrar em mercados em que a norma é essa”, disse, para depois acrescentar que essa norma tem custos mais altos a médio e longo prazo, porque os bens fornecidos e as obras executadas são geralmente de baixa qualidade.

Por outro lado, Ross disse que a administração Trump vai privilegiar relações bilaterais e não multilaterais com os diferentes países, porque, segundo ele, estudos mostram que quando as relações comerciais são ditadas por regras estabelecidas entre dois Estados, são mais bem sucedidas do que quando são entre vários países.

O secretário do Departamento do Comércio dos EUA disse, ainda, que os Estados Unidos de América estão abertos a investimentos de empresas africanas e citou o exemplo da Sasol, que está a investir na construção de uma fábrica de etanol, em Louisiana, onde deverá empregar mais de 900 pessoas na fase de produção.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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