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Pacto bilionário de investimentos em Inhambane

Diversas empresas comprometeram-se a investir 1500 milhões de dólares em Inhambane

É ainda um compromisso de investidores, que, se for concretizado, vai alterar a dinâmica de desenvolvimento de Inhambane. Diversas empresas comprometeram-se a investir 1500 milhões de dólares americanos durante a Conferência de Investimentos realizada na província.

O pacto foi revelado pelo governador de Inhambane, Daniel Chapo. O maior investimento poderá ir para a construção da estrada Mapinhane-Pafúri, a partir de 01 de Maio de 2018, daqui a 12 meses.

Caberá à empresa sul-africana chamada N222 Capital Projects efectuar o investimento milionário. O director geral da companhia explica que estudos de viabilidade já foram feitos e concluiu-se que o projecto pode avançar com um investimento de 780 milhões de dólares.

“Já conseguimos o valor e trabalhamos com o nosso parceiro estratégico chinês, a CHEC, hoje representada aqui pelo director geral. Agora, estamos envolvidos em negociações com o Governo. Temos a crença que a construção da estrada vai começar a 1 de Maio de 2018”, disse.

Mas a N222, com parceiros chineses e moçambicanos, não é a única que quer investir na estrada. Uma outra empresa sul-africana, GP Nox Limitada, também quer investir 500 milhões de dólares no mesmo projecto e só as negociações com o Governo decidirão, em um mês, quem avança.

É uma estrada que, segundo o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, vai dinamizar a zona industrial do gás natural em Inhambane, assim como o turismo nos distritos de Inhassoro e Vilanculos, sendo que terá de ser implementado através de uma parceria público-privada.

O interesse em investir é um dos principais resultados da Conferência de Investimentos realizada nos dias 15 e 16 em Inhambane. Porém, o governador de Inhambane anunciou vários outros compromissos firmados na Conferência de Investimentos, após vários painéis de discussão.

“Saímos deste espaço com compromissos firmados para os seguintes projectos: a Indu Caju Asia Oriental Limitada que opera na área da agricultura e indústrias para a produção e processamento da castanha de caju em Massinga, em um orçamento de cerca de 4.158.820,00 dólares, de origem vietnamita; Matilda Minerals, na área de recursos minerais, na prospeção e pesquisa de areias pesadas em Jangamo e Inharime, num orçamento inicial de 150 milhões de dólares, de origem britânica”, descreveu o governador de Inhambane.

Daniel Chapo revela ainda que a Nova Heald Innovations, uma empresa das Maurícias, que quer construir uma clínica na cidade da Maxixe, um investimento de 500 mil dólares. Outra empresa é a Moçambique Orgânico, do sector agrário, que quer investir 389 mil dólares na agropecuária, no distrito de Panda. E a última, do sector da engenharia, pretende reabilitara a estrada Lindela Inhambane e Inhambane Tofo, incluindo a praia de Barra, um investimento de 40 milhões de dólares oriundo da China.

O governo de Inhambane tem agora a missão de fazer acompanhamento a esses compromissos, para que os projectos sejam efectivamente implementados.

A Conferência de Infra-estruturas acontece quatro meses depois do Ciclone Dineo que assolou Inhambane. O objectivo principal era atrair investimentos, tanto nacional como estrangeiro. As autoridades locais apresentaram as potencialidades e oportunidades de negócios que Inhambane oferece, principalmente, nas áreas de turismo, agricultura, pesca e infra-estruturas.

Participaram na Conferência de Investimentos, empresários nacionais e estrangeiros, diplomatas, parceiros internacionais de cooperação, autoridades municipais e distritais da província, deputados, governadora de Gaza, autoridades fiscais, quadros do Aparelho do Estado, antigos governadores, ministro das Obras Públicas, entre outras individualidades.

 

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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