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Marrocos pretende fortalecer relações empresariais com Moçambique

Marrocos gostaria de desenvolver com Moçambique cooperação agrícola numa perspectiva integrada

Marrocos quer fortalecer as relações empresariais com Moçambique, nas áreas de produção de fertilizantes, formação de engenheiros agrónomos e mecanização da agricultura.

A pretensão de um dos países da África Ocidental, que tem a agricultura como principal motor de crescimento, foi manifestada hoje, após um encontro que o embaixador marroquino em Moçambique manteve com a organização que representa os empresários nacionais, a Confederação da Associações Económicas de Moçambique.

A economia do Marrocos é dominada pela agricultura que emprega 40 por cento da população activa e representa quase 15 por cento do Produto Interno Bruto, por isso essa será a prioridade da cooperação económica com o país.

“Gostaríamos de desenvolver com Moçambique a cooperação agrícola numa perspectiva integrada. Primeiro, no que diz respeito aos fertilizantes, em seguida à formação dos engenheiros agrónomos e à mecanização do sistema de irrigação gota-à-gota. Então, gostaríamos de implementar em Moçambique esta visão integrada que desenvolvemos na África Ocidental e no este de África”, considerou Abdelali Rahhl, embaixador do Marrocos em Moçambique.

Após mais de 30 anos fora do bloco dos países africanos, Marrocos foi reintegrado em Janeiro de 2017 na União Africana. Agora, o país diz que tem estado a prestar atenção no potencial de crescimento económico e desenvolvimento de alguns países do continente, particularmente Moçambique.

Para os empresários nacionais esta é uma porta de oportunidade para os sectores prioritários do país.

“Nós, o empresariado nacional, vamos beneficiar desta oportunidade de troca de experiências, trocar informações sobre aquilo que o Marrocos tem em termos de potencial de investimento e disseminar isso ao nosso empresariado. Prevemos assinar um acordo com a CGM, uma confederação empresarial do Marrocos com um papel semelhante ao da CTA e a seguir poderemos materializar esses interesses de investimento”, considerou Julião Dimande, presidente do pelouro de Indústria e Comércio, na Confederação das Associações Económicas de Moçambique, CTA. 

O memorando entre a CTA e os empresários marroquinos é esperado para Setembro deste ano. Nos últimos anos, a economia do Marrocos carateriza-se por estabilidade macroeconómica e baixa inflação.

 

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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