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CPLP ambiciona tornar-se influenciador importante de políticas económicas globais

CPLP prepara uma conferência económica para 18 e 19 de Outubro

 

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) está a preparar uma conferência económica para 18 e 19 de Outubro próximo em Maputo, para discutir novas formas de cooperação que fortaleçam o grupo e o tornem num decisor importante de políticas económicas a nível mundial, dado o potencial que cada um dos nove países da comunidade apresenta em diversos sectores económicos.

Dados do Conselho Empresarial da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), por exemplo, indicam que, em cerca de 20 anos, os países da comunidade podem tornar-se responsáveis por 25 a 27% da produção mundial de petróleo e gás natural. “Podemos ser, se estivermos unidos, juntos, grandes influenciadores das opiniões económicas neste planeta. Podemos ser um grande líder. Só se não quisermos e não estivermos coordenados, deixaremos passar esta oportunidade”, constatou Salimo Abdula, Presidente do Conselho Empresarial da CPLP.

De acordo com Tiago Mendonça, vice-presidente daquele organismo, o potencial petrolífero da CPLP tem correspondência inferior em termos de representatividade de empresas, sendo a brasileira Petrobras, a portuguesas Galp e a angolana Sonangol as com alguma expressão. Também no fornecimento de serviços directos à indústria petrolífera há “muito poucas” empresas envolvidas em todos estes países. Isto é, a comunidade detém grande parte do mercado, mas de ponto de vista empresarial não é capaz de ocupar o espaço que advém do potencial dos países. “Nós temos acreditamos que se unirmos mais estes países e se conseguirmos criar em pequenos espaços um mercado onde haja melhor circulação de pessoas, bens, capitais e serviços, termos uma dimensão que permitirá que as nossas empresas possam entrar no mercado de petróleo e gás”, defendeu Tiago Mendonça.

Actualmente, decorre a auscultação dos empresários dos nove países da CPLP e há unanimidade nas matérias depositadas no Conselho de Ministros da CPLP. As matérias mais sensíveis relacionam-se com a mobilidade dos cidadãos nesses países, tendo em conta que a mobilidade pretende não só impulsionar a circulação de pessoas e bens, mas aumentar o volume de negócios dentro deste espaço.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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