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Produtores queixam-se da falta de mercado em Chókwè

Produtores defendem maior protecção da produção nacional ao invés da sul-africana

Produtores de hortícola e feijão do sector familiar, em Chókwè, província de Gaza, queixam-se da falta de mercado para comercializar a sua produção, alegadamente devido a concorrência de produtos da África do Sul.

Os produtores defendem maior protecção da produção nacional, principalmente durante o período da colheita, de culturas frescas, a exemplo de tomate, repolho, cenoura, por forma a assegurar o retorno de investimento que vezes sem conta advém do empréstimo bancário.

O Presidente da Associação dos produtores do Regadio de Chókwè, Atanásio Tailane, disse que a concorrência está a prejudicar os esforços dos produtores nacionais, daí que muitos agricultores do sector familiar estão preocupados com a situação.

“O apelo que eu faço na qualidade de representante dos produtores é que todas as forças da sociedade, deviam perceber que nós precisamos de encontrar mecanismos para proteger a nossa produção e os nossos produtores, sobretudo os do sector familiar. Não vale a pena nós acomodarmos o discurso de que vamos fomentar agricultura familiar, agricultura comercial, se não estamos a criar mecanismos para que esses agricultores desenvolvam. Os agricultores só desenvolvem quando podem vender o seu produto da machamba e ganhar dinheiro”, disse o Presidente da Associação dos produtores do Regadio de Chókwè, Atanásio Tailane.

 

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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