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Agricultura sustentável como motor para o crescimento em economias emergentes

Sector agrícola em Moçambique deve apostar em factores de produção e transformações para garantir crescimento sustentável da economia

A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) foi constituída em 1945. Desde então, a organização tem desempenhado a sua missão de ajudar a eliminar a fome, a insegurança alimentar e a malnutrição, tornar a agricultura, a silvicultura e a pesca mais produtivas e sustentáveis, bem como contribuir para a redução da pobreza rural. Por outro lado, as Nações Unidas definiram nos objectivos do milénio acabar com a fome e malnutrição, garantir sistemas alimentares sustentáveis em 2030. Contudo, o contexto actual apresenta grandes desafios.

Com a população mundial a crescer a um ritmo alucinante (estimam-se 8,5 mil milhões de pessoas em 2030), o impacto crescente das mudanças climáticas e a diminuição significativa de terra arável, torna-se muito difícil atingir este objectivo.

Uma das questões mais debatidas actualmente são as mudanças climáticas, um problema a nível global que traz consequências nefastas para a agricultura e ameaça a segurança alimentar em África. Contudo, vários especialistas defendem ser possível promover a agricultura sustentável e incrementar os níveis de produção através de um investimento forte no sector, em países com grande potencial agrícola no continente africano.

África conta, actualmente, com 60% da terra arável do mundo, o que representa uma enorme oportunidade para garantir a segurança alimentar dos seus cidadãos, bem como estimular o crescimento económico através das exportações.

Em Moçambique, a agricultura é, actualmente, a actividade económica de maior importância para o país, por ser aquela que garante a subsistência de 80% da população, dada a qualidade de terra arável excelente para a agricultura. Contudo, apenas uma pequena parte desta terra é actualmente utilizada para este fim. Por outro lado, o tipo de agricultura praticada em grande parte do país constitui uma ameaça à sustentabilidade ambiental, devido aos factores de produção em uso. Apesar dos esforços do Governo em apostar em projectos como a revolução verde, ainda estamos muito longe dos objectivos de desenvolvimento sustentável no sector agrícola nacional.

O grande desafio do sector agrícola em Moçambique está em apostar em factores de produção e transformações através de reformas políticas, definição de estratégias e modelos de investimento para o sector, de forma a alcançar níveis de desenvolvimento significativos e garantir um crescimento sustentável da economia.

Uma boa alternativa para garantir a sustentabilidade ambiental é promover a agricultura sustentável, termo usado para designar a produção de alimentos e outros produtos vegetais que não faz uso de produtos químicos sintéticos ou organismos geneticamente modificados, os quais agridem a natureza e são prejudiciais à saúde, com três objectivos principais: conservação do meio ambiente, formação de unidades agrícolas lucrativas e criação de comunidades agrícolas prósperas. A agricultura sustentável deve proporcionar, ao mesmo tempo, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e oportunidades económicas.

A agricultura sustentável requer formação e conhecimento de base, para garantir a gestão adequada dos recursos oferecidos pela natureza, de forma a garantir um desenvolvimento económico e social mais inclusivo e sustentável. A agricultura sustentável está inserida nas temáticas económicas da economia do ambiente.

A economia do ambiente é, a nível mundial, reconhecida como a forma mais concreta de modificar as economias dos países e lidar com a alocação eficiente dos recursos, avançando rumo ao desenvolvimento sustentável.

A Costa Rica é, talvez, o caso mais bem-sucedido em matéria de economia do ambiente, pela forte aposta no turismo sustentável como fonte de rendimento. O país tem uma das 20 maiores biodiversidades do planeta, com 26% do seu território destinado a parques nacionais e reservas. A sustentabilidade turística na Costa Rica inclui projectos ligados às comunidades, relacionados com a educação, formação profissional e integração das populações rurais na actividade turística.

É neste contexto que o Fórum MOZEFO 2017 dedicará uma sessão plenária subordinada ao tema “A Economia do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável”, agendada para o dia 23 de Novembro, com a presença de Laura Chinchilla, antiga presidente da Costa Rica, como oradora, trazendo experiências do seu país para enriquecer o debate.

 

"Moçambique tem tudo para ser uma potência de África e do mundo.

Tem riqueza que chega para todos. Falta é de inteligências."

 

Adelino Timóteo


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